segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Novembro- Mês da Diabetes Animal

Será que o meu animal de estimação tem diabetes???



Diabetes Mellitus, o termo médico para a diabetes, é uma doença causada pela falta de insulina, que afecta o nível sanguíneo de açucar, ou glucose, do seu cão ou gato. A glucose provém da comida que o seu animal ingere. É absorvida pelos intestinos e entra na circulação sanguinea onde se desloca até às células de todo o corpo. A insulina é necessária para as células absorverem a glucose. A insulina é produzida pelo pâncreas em resposta à quantidade de glucose presente no sangue.




A diabetes atinge 1 em cada 400 gatos e uma proporção similar de cães. Porém, de acordo com estudos recentes, a prevalência em felinos tem vindo a aumentar. Os sintomas em cães e gatos são semelhantes aos apresentados por humanosO seu Médico Veterinário poderá utilizar equipamento e sistemas de monitorização que são semelhantes àqueles usados em pessoas diabéticas. 

Os cães e gatos com diabetes podem desenvolver outros problemas de saúde, geralmente após viverem com esta doença durante um ou mais anos.
Em cães, a complicação mais frequente é a formação de cataratas. os níveis sanguíneos de glucose persistentemente elevados fazem com que a lente do olho se torne opaca, causando cegueira.
Nos gatos, a fraqueza dos membros posteriores é uma complicação comum da diabetes. Os níveis sanguíneos de glucose elevados podem lesar os nervos, causando fraqueza e perda de massa muscular. Ao evitar os niveis elevados, consegue-se prevenir ou atrasar o desenvolvimento destas complicações quer em cães quer em gatos. Por esta razão, o diagnóstico precoce da diabetes no seu animal é muito importante.

Actualmente, com um tratamento consistente e eficaz, com alterações do estilo de vida e com uma monitorização adequada, o animal diabético poderá ter uma boa qualidade de vida.
Embora a diabetes seja diagnosticada em cães e gatos de todas as idades, géneros e raças, alguns animais apresentam maior risco.

Factores de risco em cães:
  • Idade (animais de meia-idade ou idosos são mais afectados)
  • Fêmeas não castradas
  • Genética
  • Obesidade
  • Raças com maior risco: cocker spaniel, teckel, doberman, pastor alemão, golden retriver, labrador retriver, lulu da pomerania, terrier, caniches pequenos.
Factores de risco em gatos:
  • Idade( gatos mais velhos são mais susceptíveis)
  • Animais castrados
  • Genética
  • Outras doenças que causam uma redução da insulina ou uma resistência a esta, como a pancreatite crónica ou o hipertiróidismo
  • Inatividade física
  • Obesidade


Os sinais mais comuns da diabetes incluem:
  • sede excessiva
  • micção frequente
  • aumento do apetite, enquanto perde peso
  • letargia
  • olhos turvos(cães)
  • não se lavam( nos gatos)
  • pêlo fino, seco e baço
Para avaliar se o seu animal terá diabetes, o Médico Veterinário pode começar por realizar uma avaliação do estado geral e colocar questões sobre alguns dos sinais que o seu animal poderá estar a apresentar. Posteriormente, far-se-á uma análise à urina. Se existir glucose na urina, terá se ser determinado o nível sanguíneo de glucose do animal.

Embora não haja cura para a diabetes, a doença pode ser controlada com sucesso com a ajuda do seu Veterinário. Geralmente são necessárias injecções de insulina diárias, para restaurar os níveis de insulina dos eu animal, e controlar os níveis sanguineos de glucose. A dieta representa um papel muito importante no controlo da diabetes. Existem actualmente rações específicas para animais com esta doença. Também é muito importante manter constantes as horas e o tamanho das refeições.
O exercício físico também é muito aconselhado.

As consultas veterinárias de acompanhamento frequentes podem ajudar a identificar alterações no seu animal e ajudar a controlar melhor a doença.
Se notou algum destes sintomas no seu animal, e se tem dúvidas, não hesite em falar ao seu Médico Veterinário.







quarta-feira, 14 de março de 2012


Automedicação do animal de estimação







Dor de cabeça? Tomamos uma aspirina. Azia depois de uma boa refeição? Tomamos um antiácido. Dor de garganta, se calhar é melhor 2 ou 3 dias de antibiótico e antiflamatório.... este é o pensamento do ser humano e como tal, não pensam 2 vezes quando se sentem mal, e lá vão à farmácia para aliviar os sintomas. Esse comportamento que pode ser perigoso para o ser humano, pode ser igualmente perigoso e mortal quando aplicado nos nossos animais.
Muitos Veterinários indicam medicamentos que são de humanos, comprados em qualquer farmácia, mas isso não significa que podemos dar aos animais qualquer remédio que funcione com o nosso corpo. Quando a doença é similar, o medicamento pode ser parecido ou até o mesmo, mas as doses são sempre diferentes. As doses veterinárias são determinadas consoante o peso do animal. Por essa razão é muito fácil provocar uma situação de intoxicação, quando se faz automedicação mal calculada.
Esta é uma grande causa de urgências nas clinicas veterinárias. Muitas pessoas em vez de contactarem o Médico Veterinário, fazem pesquisas na internet da forma como tratar e auto-medicar os animais, e muitas vezes quando recorrem finalmente a alguém, podem já não ir a tempo.
Por várias razões, tais como dificuldades económicas, falta de tempo, não desejar ter gastos com um animal, levam a pôr em risco a vida do seu animal.

O ácido acetilsalicilico ( ex : aspirina), ao ser administrado a cães e gatos, deverá ser utilizado com discrição e sempre aconselhado pelo Médico Veterinário. Pense que 500mg de um medicamento, estudado para um ser humano adulto de 60 ou 70 kg, não será de todo o mais indicado para um gato de 5kg ou um cão de 15kg. O mesmo acontece com o ibuprofeno, que é uma excelente maneira de arranjar uma úlcera gástrica.
Mais grave e mais comum, é o caso do paracetamol (ex: benuron) nos gatos, que é extremamente tóxico e pode ser mortal. A maioria das pessoas pensa que se dá para as crianças, dá para o animal, desengane-se, pois não é bem assim, até mesmo as apresentações pediátricas são excessivas para um gato.

O recurso a anti-histaminicos é indicado pelos profissionais nos casos de reacções alérgicas, como acontece por vezes em picadas de insectos, e é sempre bom ter em casa, mas só use o que foi prescrito pelo seu Médico Veterinário e nas doses por ele indicadas. E em casos mais graves, em que haja ameaça da capacidade respiratória do animal, é uma situação urgente que precisa de ser vista pelo Veterinário.

Os antibióticos são outra situação grave. Se não for correctamente usado, contribui para o fortalecimento das estirpes, que é suposto eliminarem, e contribuem para camuflar os sintomas impedindo o diagnóstico correcto do que se passa com o animal.

Para evitar fazer mais mal que bem, deve: 
  1. Telefonar ao seu Médico Veterinário, que lhe dirá o que fazer, e se for o caso, o que dar e quais as doses correctas.
  2. Não ouvir conselhos de amigos que acham que o seu animal teve uma coisa parecida e que lhe deram certo medicamento, cada caso é um caso, e o que serve para um não quer dizer que sirva para outro.
  3. Saber que os medicamentos podem fazer mal aos animais, e mantê-los afastados deles.
  4. Não usar a internet ou outros meios de informação como fonte.

sexta-feira, 2 de março de 2012

O COELHO COMO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO




Hoje em dia existem cada vez mais pessoas que possuem um coelho em casa como animal de estimação.
Todas as raças de coelhos podem dar um bom animal de companhia.
Os coelhos são animais um pouco nervosos, que precisam de se sentir confiantes para exprimir as suas qualidades. Quando se sentem ameaçados podem tentar fugir ou arranhar com as patas posteriores, são muito territoriais. Os coelhos são animais nocturnos, apesar de grande parte das pessoas não saber, no entanto habituam-se facilmente à rotina diária do dono, alterando os seus períodos de sono, estando sempre prontos para a exploração da casa (são animais muito curiosos).

ALOJAMENTO

Apesar do coelho ter uma gaiola para estar, é importante que o mesmo não esteja sempre fechado e tenha espaço livre para poder saltar e andar livremente.
As jaulas devem ter uma superficie que permita ao coelho movimentar-se bastante bem, recomenda-se que a jaula seja 4 vezes maior que o coelho. O fundo não deve ser em rede, pois existe sempre o risco de eles entalarem os dedos e assim se magoarem nas patas.
No fundo é aconselhável colocar colocar aparas de madeira de faia, feno ou jornais às tiras, que devem ser mudados 2 vezes por semana. Não se deve usar o areão dos gatos, porque o pó que este liberta pode irritar os olhos dos coelhos. Deve colocar-se uma caixa com feno para proporcionar um bom ninho, onde se possam esconder. Também é aconselhável ter à sua disposição uma pedra de madeira e uma de cálcio para roedores, pois os dentes deles estão sempre a crescer, e precisam ser desgastados, isto se não quiser que ele os gaste nos seus móveis :)

ALIMENTAÇÃO

O alimento deve estar sempre à disposição, assim como água fresca.
Nunca se deve mudar subitamente a alimentação, porque qualquer distúrbio que provoque alteração da flora intestinal do coelho pode provocar a sua morte.
É fundamental fornecer feno ou palha (ricos em celulose) para regular o trânsito intestinal.
Existem no mercado boas rações comerciais que podem ser suplementadas com sementes secas ( feno, trigo e aveia), bem como alguma fruta e verduras ( cenouras, bróculos, nabos, couves...). Deve evitar-se a batata, as leguminosas secas como o feijão e o grão e também a alface (essencialmente devido à falta de nutrientes e capacidade diurética).

SAÚDE

Estes tais como os outros animais de estimação, necessitam de ser vacinados e desparasitados de maneira a poderem ter uma vida mais saudável.
Existem 2 doenças virais que se evidenciam como as mais problemáticas para os coelhos. Tanto uma como outra são extremamente contagiosas, sendo a vacinação a única forma de poder protegê-los.
Uma das doenças é a Mixomatose, que é provocada por um vírus, que é transmitido pelos mosquitos, moscas, mordeduras ou contacto directo com um animal doente. Os primeiros sintomas da doença são, uma conjuntivite severa acompanhada por um corrimento cor de leite, uma anorexia profunda e febre elevada.
Alguns animais morrem passadas 48 horas, outros entram num processo de degradação do estado geral e morrem passadas 1-2 semanas. Poucos sobrevivem.

A outra é a doença viral hemorrágica que é talvez a mais contagiosa, e com uma taxa de mortalidade de 90%. Na maioria dos casos os animais são encontrados mortos, a sintomatologia é practicamente inexistente devido à rapidez da evolução. Observa-se por vezes sangue nas narinas.

Se tiver um coelho como animal de companhia, procure o seu Médico Veterinário para saber qual o protocolo vacinal a seguir.

REPRODUÇÃO

Os coelhos atingem a sua maioridade sexual por volta dos 4 meses de idade, por isso se tiver um macho e uma fêmea juntos, não se admire se lhe aparecer uma ninhada :)
Todavia só é conveniente acasalar coelhos a partir dos 6/7 meses.
Eles têm a chamada "ovulação induzida", ou seja, a ovulação pode ser desencadeada a qualquer altura pela simples presença de um macho ou pelo acto de acasalamento em si.
Isto significa que as fêmeas coelho estão sempre aptas a engravidarem.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Clinica Veterinária Vale do Sorraia deseja a todos os seus clientes um bom Carnaval !!!

Adicionar legenda
Donos, cuidado com certos objectos de carnaval e fatos, porque alguns dos amigos de 4 patas gostam de roer e engolir tudo, principalmente os cachorros e gatinhos e podem ter problemas se ingerirem coisas que não devem!
Divirtam-se!!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SAÚDE ORAL DO SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO


A boca pode ser alvo de várias doenças nos animais domésticos com consequências diversas para a saúde do animal.

    Sintomas de doença da cavidade oral em animais domésticos:


-    Odores desagradáveis provenientes da boca;


-    Dor/dificuldade na mastigação;


-    Dificuldade na deglutição;


-    Falta de apetite;


-    Úlceras na mucosa bucal;


-    Alterações de comportamento;


-    Perda de peso;


    -    Perda de sangue pela boca;

 

-    Massas / assimetrias do focinho;

-   Corrimento nasal.

 

 

    PERIODONTITE

 

 




  • É a doença mais comum em animais domésticos afectando 85% dos cães com mais de 3 anos e 80% dos gatos com mais de 5 anos.
  • A periodontite desenvolve-se a partir de da formação de placa dentária. A placa dentária é constituida por restos e comida, bactérias e saliva que se acumulam na margem da gengiva. As bactérias multiplicam-se na placa dentária criando sub-produtos que por sua vez provocam uma resposta inflamatória - Periodontite.
  • Com o tempo ocorre a deposição de sais de cálcio na placa dando origem à formação de tártaro, de consistência dura e que só pode ser removido com ajuda veterinária.
  • À medida que as bactérias e a periodontite progridem, as estruturas que envolvem o dente começam a ser destruidas e o dente perde estabilidade e adquire mobilidade culminando com a sua perda.
  • Além disso algumas bactérias conseguem invadir outros orgãos como o coração e os rins podendo provocar problemas mais sérios.
  • Para interromper este processo é necessário remover o tártaro através de ultra-sons, extrair dentes inviáveis e que sejam alvos de deposição de tártaro e iniciar um programa de profilaxia com o uso de pasta dentifrica regularmente.
  • Os procedimentos médicos dentários necessitam que o animal seja submetido a anestesia geral. Por esta razão, e uma vez que as doenças da boca afectam muitas vezes doentes mais velhos, torna-se importante a realização de uma anestesia segura e vigiada.
  • Os cuidados médicos dentários podem aumentar a qualidade de vida do seu animal e até mesmo prolongá-la.
Como prevenir o aparecimento de doenças dentárias?
 A forma mais simples de prevenir o aparecimento desta doença, é a escovagem diária dos dentes com produtos especificos e adequados.
Com a escovagem diária há uma remoção de alimentos depositados nos dentes, e da placa bacteriana, revertendo assim o processo de aparecimento de gengivites.

Alimente o seu animal com uma ração balanceada, com menor quantidade de carbohidratos e menor densidade ( mais duros), o que irá provovar a remoção mecânica parcial da placa bacteriana. Evite dar-lhe comidas caseiras, doces ou farináceos.
Existem algumas rações com com substâncias que neutralizam o cálcio, o principal mineral responsável pela formação do cálculo dentário (tártaro).

Dê ao seu animal brinquedos bocais, roedores e snacks, brinquedos de borracha rigida e biscoitos fazem a remoção parcial da placa bacteriana, e logo também ajudam.
Visite o seu Médico Veterinário pelos menos 2 vezes por ano, para um exame bocal.

 



Importante:
Muitas vezes a dor e a sensibilidade na cavidade oral faz com que o seu animal pare de comer, mesmo tendo fome.
Conclui-se que aqueles dentes “amarelados” e o “mau hálito” dos nossos animais não são tão inocentes assim.
Na verdade, a doença periodontal é um “mal silencioso”, porque o animal só vai manifestar sintoma quando estiver em estado avançado.


Se iniciar desde tenra idade a higiene oral do seu animal, mais facilmente ele irá habituar-se a esse procedimento, e evitará o aparecimento de problemas orais e na sua saúde.


Como dono responsável do seu animal de estimação é importante que lhe ofereça um tratamento dentário, tanto profissional em veterinários especializados em odontologia veterinária, como em sua casa.



 




 

 

 

domingo, 18 de dezembro de 2011

Óscar

O Óscar Xavier é um cão de raça Boxer com 4 anos.


Entrou na Clinica dia 02 de Dezembro, com o historial de estar a vomitar constantemente à cerca de 2 meses. Vinha num estado muito debilitado, muito magro, desidratado, tendo perdido quase metade do seu peso. Continuava com apetite, mas acabava sempre por vomitar. Foi feito um rx simples, que apresentou um corpo estranho na parte gástrica, em forma de “bola”.
Solução: cirurgia!!
Iniciou-se tratamento com antibiótico, antiflamatório, protectores gástricos e soro. Durante 3 dias estabilizou-se minimamente o seu estado corporal para estar mais forte para a cirurgia, que ia ser sempre de risco. No dia da cirurgia fez-se um rx baritado, no qual se percebeu que o estômago estava enorme, muito dilatado.


O resultado da cirurgia, (uma laparotomia exploratória) foi um pato! O Óscar tinha comido um pato de brincar inteiro, que já tinha sido de borracha e que depois de 2 meses no intestino, mais parecia de madeira, e que permaneceu intacto, e estava a impedir a passagem da comida, daí o vómito e a extrema magreza.


O Óscar encontra-se em franca recuperação, em busca do peso perdido e muito bem disposto. Esperemos que não tenha mais apetites estranhos por patos ou outras coisas :)





sábado, 17 de dezembro de 2011

INFORMAMOS OS NOSSOS ESTIMADOS CLIENTES QUE DIA 24 E 31 DE DEZEMBRO ENCERRAMOS ÀS 13:00 HORAS.
FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO

segunda-feira, 24 de outubro de 2011



Vacinação e desparasitação dos Gatos



Ao contrário do que acontece nos cães, os gatos são muitas vezes vistos como animais que não necessitam de vacinas por andarem dentro de casa. Mas os vírus não andam só na rua e podem
ser trazidos para dentro de casa pelo dono. Ou, como acontece muito no campo ou
em meios mais pequenos, em que os gatos andam quase só na rua, as pessoas acham
que não precisam de vacinas nem desparasitação. Isto é uma ideia que está completamente errada.
Existem várias doenças que podem ser fatais para os gatos, mas felizmente a maior parte delas pode ser prevenida pela vacinação. A vacinação dos gatos deve ser iniciada às 8 semanas, mas cabe ao veterinário elaborar um plano de vacinação adequado ao animal. As doenças virais contra as quais o seu gato pode ser protegido são: a Coriza, a Panleucopénia, a Raiva e a Leucemia Felina (FeLV). A FeLV deve ser despistada antes da administração da vacina.
Para os gatos que frequentam a rua ou que estejam em contacto com gatos que possam andar na rua, pode e deve ser feita a vacina para a leucemia felina. A leucemia felina é uma doença fatal que é apenas transmitida por contacto com outros gatos, principalmente quando andam em lutas.

Coriza: Calicivirus felina, Rinotraquíte felina
A Coriza, mais conhecida como a gripe dos gatos, é uma infecção no aparelho respiratório. Entre os agentes causadores desta doença encontramos o Calicivirus felino e o Rinotraquíte felino. Os sintomas de uma coriza nos gatos são semelhantes aos de um humano engripado: os gatos infectados apresentam febre e corrimento ocular e nasal. Falta de apetite e apatia são também comuns. O vírus transmite-se através da saliva ou lágrimas, espirros ou tosse ou através da partilha de recipientes de água e comida entre gatos. As doenças do foro respiratório podem ser relativamente fáceis de tratar, sendo a Rinotraquite felina a mais complicada de todas. Se não tratadas podem dar origem a uma pneumonia ou até cegueira.

Panleucopenia – Gastroenterite
O Tifo felino é uma doença viral, muito parecido com a parvovirose canina, também apelidado de Laringoenterite contagiosa ou Agranulocitose infecciosa. É especialmente preocupante em gatos
com menos de um ano, nos quais a doença é frequente. O vírus é altamente resistente e é transmitido via aérea ou contacto directo com fezes de um animal infectado. Os sintomas mais frequentes são perda de apetite, diarreia, corrimento, letargia, vómitos, febre, entre outros. O animal pode ficar desidratado e se não for tratada pode levar à morte. Se acompanhada pelo veterinário desde cedo, a infecção pode ser curada com recurso a medicamentos.

Leucemia (FeLV)
A leucose felina é provocada por um vírus e é a doença mais mortal nos gatos. Este vírus provoca tumores malignos e/ou enfraquece o sistema imunitário dos gatos. Os animais infectados podem não evidenciar sintomas durante dois anos, o que quer dizer que os gatos com FeLV podem aparentar ser saudáveis durante muito tempo e contaminar nesse período gatos sãos. A manifestação desta doença inclui febre, letargia e falta de apetite. O vírus está presente nas secreções dos animais - saliva, lágrimas, urina e fezes - e é transmitido por contacto directo. A única forma de prevenção é a vacina e não existem formas de tratamento. A maioria dos gatos resiste apenas durante dois a três anos depois de ter sido infectado. Antes de dar a vacina ao gato, o veterinário deve testar se o animal não está infectado com esta doença, caso esteja, já não toma a vacina.


Existe uma outra doença para a qual ainda não há vacina. A FIVSida dos gatos, o vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) é uma das doenças mais mortais nos gatos. Afecta exclusivamente os felinos, ou seja não é transmitida aos humanos ou outros animais de estimação, mas actua de forma idêntica à estirpe humana, o HIV. A forma mais comum de transmissão do vírus é através de dentadas, em que a saliva entra em contacto com o sangue. As mães infectadas podem transmitir a doença aos filhos, mas a transmissão depende da carga viral da mãe durante a gravidez. O FIV desenvolve-se por fases e durante grande parte do tempo, o gato não manifesta sintomas de qualquer infecção. Numa primeira fase, o gato pode manifestar febre sem razão aparente, mas pode também não evidenciar qualquer sintoma. Numa segunda fase, o número de
linfócitos começa a diminuir, mas o gato permanece assintomático. Os gatos aparentam assim estar saudáveis. Nestes estados, podem contudo transmitir a doença a outros felinos. A terceira fase está associada ao aparecimento dos primeiros sintomas, em que o gato pode perder peso e alterar o seu padrão de comportamentos. Geralmente a primeira fase manifesta-se alguns meses após a infecção e dura sensivelmente dois meses. As outras fases podem durar meses ou anos. Na quarta fase os sintomas começam então a manifestar-se de forma mais recorrente. Com a destruição das células de defesa, os gatos ficam vulneráveis perante os vírus, incluindo os mais fracos, tais como os responsáveis por uma simples constipação. Os sintomas do FIV começam então a manifestar-se através da ocorrência frequente de infecções, algumas até pouco usuais, que em estado saudável seriam facilmente combatidas pelo gato: gengivites, estomatites, otites, infecções respiratórias, etc.


Prevenção
Como a FIV está associada a lutas entre gatos, onde são trocadas dentadas e abertas feridas, a castração do animal reduz o risco de contágio porque atenua a vontade de os gatos irem ter com fêmeas em cio e por isso o gato terá menos vontade de ir ao exterior.

É portanto importante pensar em testar e proteger o seu animal de companhia, o mais cedo possível, desde a sua idade mais jovem.


Desparasitação interna e externa
Os animais mais jovens devem ser desparasitados a partir das seis semanas de vida, de 15 em 15
dias, até aos três meses: alguns já nascem com parasitas (transmitidos pela mãe) e outros adquirem-nos através do leite materno. Tal como os cães, eles podem ter dois tipos de parasitas intestinais, nemátodos (lombrigas) e céstodos (ténias).
A desparasitação de um gato adulto deverá ser de de 3 em 3 meses, preferencialmente.
A saúde do animal passa também por prevenir as infestaçõescom pulgas, carraças e outros parasitas externos. As coleiras insecticidas, soluções para unção, sprays, pós e pipetas para aplicar na pele (spot-on) são algumas das alternativas disponíveis para cães e gatos, oferecendo protecção por períodos variáveis consoante o produto.

PROTEGER TODA A FAMÍLIA

Desparasitar os animais é o primeiro passo para os proteger e, com eles, toda a família. Mas há outros cuidados necessários para prevenir uma infestação em casa ou uma zoonose:

- leve o animal ao veterinário com
regularidade, cumprindo os esquemas de desparasitação e vacinação;
- alimente o animal apenas com
alimentos cozinhados ou com alimentação específica – nunca dar carne crua;
- limpe com frequência o espaço
reservado ao animal, no caso dos gatos, mude diariamente o caixote de areia;
- minimize a exposição de
crianças, grávidas, idosos e imunodeprimidos a ambientes potencialmente
contaminados por fezes de animais;
- lave as mãos após contactar com
o animal;
- use luvas na limpeza do seu
habitat;
- mantenha uma boa higiene
pessoal, do animal e da casa




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Otites



Otites

Quando se diagnostica uma otite significa que o seu animal apresenta uma inflamação do ouvido, que pode ser unilateral (só de um) ou bilateral (dos 2 ouvidos).
  • Como hei-de saber se o meu animal tem uma otite?

Aqui ficam alguns sinais aos quais deverá ficar atento:

  1. Coça ou esfrega o ouvido no chão
  2. Abana a cabeça ou pende-a para um dos lados
  3. Chora ou tenta morder quando tentamos acariciá-lo perto da orelha
  4. Presença de um cheiro desagradável nos ouvidos
  5. Excesso de cera

As otites mais profundas, denominadas otites internas, podem afectar o equilibrio do animal que começa a andar com a cabeça pendente para o lado do ouvido afectado.

Tipos de otites:

  • Infecciosa: causada por bactérias e, geralmente acompanhada de pús. Por vezes é de dificil tratamento, tornando-se necessária a realização de exames laboratoriais para identificar o agente responsável e determinar o antibiótico de eleição. Se estas otites forem mal curadas têem grande probabilidade de recidivar ou seja aparecer de novo, desenvolvendo quadros crónicos.
  • Parasitária: causada por ácaros. Muito comum em gatos e cachorros. Presença de cerúmen muito escuro. Confirma-se por observação dos ácaros ao microscópio.
  • Fúngica: causada por fungos.

Animais com maior predisposição para sofrerem otites:

  1. Raças que tenham orelhas longas e caídas. Não permitem circulação do ar, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de microorganismos.
  2. Raças que tenham muitos pêlos no canal auditivo. Os pêlos formam um tampão e impedem a entrada e saída de cera.
  3. Animais que tomem muitos banhos. A humidade sempre presente nos ouvidos é um excelente meio de desenvolvimento bacteriano e fúngico.
  4. Raças mais afectadas: caniches, cocker spaniel, cocker americano, labrador, epagneul breton, etc....

Como prevenir o aparecimento de otites:

  1. Redução do número de banhos ( 1 por mês no máximo), sempre com o cuidado de não colocar água para dentro dos ouvidos.
  2. Limpeza dos ouvidos com frequência ( 1 vez por semana) com produtos específicos para o efeito (sempre com o conselho do seu Médico Veterinário).
  3. Retirar o excesso de pêlos da entrada do ouvido, com os dedos, fazendo uma espécie de pinça, nunca use outros objectos, com o risco de poder provocar lesões internas.

Não pratique a automedicação. existem vários produtos no mercado, cada um diferente e com uma acção específica para a otite em questão.

Só o seu Médico Veterinário poderá aconselhar o mais adequado para cada caso. Por vezes o uso abusivo de fármacos leva ao agravamento de otites que deveriam ter sido tratadas logo no incio com o produto certo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A LEISHMANIOSE CANINA - Uma doença mortal


A leishmaniose canina é causada por uma infecção parasitária, transmitida de cão para cão através da picada de flebótomos infectados, erradamente chamados de mosquitos. Se o seu cão estiver infectado com o parasita, os sintomas podem não ser detectáveis de imediato. Mantenha-se alerta para sinais como febre, perda de pêlo (sobretudo à volta dos olhos), perda de peso, feridas na pele e problemas nas unhas. Os órgãos internos são também afectados, o que pode conduzir ao aparecimento de anemia, artrite e insuficiência renal grave. Esta doença é frequentemente mortal e embora os tratamentos ( dispendiosos) permitam controlar os sintomas, não curam a doença.

Na Europa já existem 2,5 milhões de cães infectados com este parasita.

Os insectos encontram-se amplamente disseminados e podem ser localizados em muitos habitats do sul da Europa.

Aí muitos cães vivem em risco permanente de desenvolver a leishmaniose canina; uma doença que tem vindo a alastrar para Norte, devido sobretudo, às alterações climáticas, e ao crescente número de pessoas que viajam com os seus cães.

Em Portugal, a doença é endémica em todo o território, embora algumas regiões apresentem uma prevalência mais elevada do que outras. Se viajar para zonas de alto risco com os seus animais, informe-se da existência desta doença e tome medidas de protecção.


A grande novidade!!!!


Até agora as medidas de prevenção contra esta doença limitavam-se à redução do habitat destes insectos semelhantes a mosquitos, minimizando o contacto fisico entre cães e insectos e aplicando insecticidas nos animais, (sprays, spot-on e coleiras). No entanto a doença continua a representar uma séria ameaça na Europa.


Mas agora já está disponível uma vacina contra a leishmaniose canina!


Cientistas desenvolveram a primeira vacina na Europa. Após 20 anos de pesquisa levada a cabo por cientistas de renome com recurso à mais avançada tecnologia de vacinação, está finalmente disponível. O programa completo de vacinação inclui três injecções administradas com três semanas de intervalo, e confere ao seu cão uma protecção interna duradoura contra a doença. Depois será necessária apenas uma revacinação anual.


Para mais informação consulte o seu Médico Veterinário.




















quinta-feira, 17 de março de 2011

Uma aula diferente!

Publicamos hoje mais algumas das composições dos nossos amigos do 3º ano!!

































segunda-feira, 14 de março de 2011

A processionária ( lagarta do pinheiro)


Os meses entre Fevereiro e Maio são normalmente os mais perigosos para os encontros com a lagarta processionária, uma praga dos pinheiros que é extremamente perigosa para as pessoas e para os animais.

É nesta altura que geralmente a lagarta desce dos pinheiros em filas ordenadas (vindo dessa formatura de “procissão” o seu nome comum) e fica acessível a crianças e animais.

O perigo da lagarta não reside só em tocar-lhe, pois quando se deslocam libertam pequenos pêlos urticantes que provocam alergias severas ao nível da pele, olhos e vias respiratórias.
Este tipo de contacto com os animais acontece porque, esta lagarta tem um odor que lhes agrada e que leva a que as cheirem e muitas vezes as abocanhem.
Basta o animal cheirar a processionária para ser afectado pelos pêlos urticantes que se desprendem da lagarta e que ao picar a pele libertam um produto muito tóxico para os humanos e os animais.

A situação mais grave acontece quando um cão ou um gato abocanham uma lagarta, o que leva inevitavelmente à morte e apodrecimento dos tecidos da língua.
Logo aos primeiros sintomas, que incluem salivação, lágrimas e um coçar insistente do focinho, deve ser procurado com urgência um veterinário.
Se o seu cão ou gato começar a salivar, chorar ou coçar-se durante ou depois de um passeio no exterior, leve-o imediatamente ao veterinário.

Se não reparar em nenhum destes sintomas mas o seu animal começar a ter dificuldade em comer, examine de imediato a língua, para verificar se está a ficar com zonas negras ou cinzentas, ou se apresenta inchaços. Leve o animal de urgência ao veterinário.
A única forma de prevenção para a lagarta do pinheiro,
ou Processionária, é evitar os locais
onde existam pinheiros de qualquer espécie.
Não passeie com o seu cão em bosques e jardins com pinheiros,
nem deixe o seu cão ou gato soltos na rua sem supervisão.

Se no local onde mora houver pinheiros na rua e desconfiar da existência destas lagartas, avise a sua Câmara Municipal.
Se tiver um pinheiro no seu jardim, contacte empresas que fazem prevenção e tratamento da lagarta processionária.

Em caso de dúvida, contacte com o seu veterinário!

Como educar o seu animal de estimação



Com as mudanças sociais e evolução o animal de estimação passou a viver cada vez mais intimamente com o homem, passou a viver dentro de nossa casa.
Este convívio familiar, levou não só a alterações na higiene e saúde animal, mas também a uma adaptação do animal à nossa forma de vida.
Educar um animal, cachorro ou gatinho, não é só ensinar-lhe habilidades, é principalmente ensinar-lhe a ser limpo, obediente, e calmo.
A educação deve iniciar-se logo que o animal vem para casa e o primeiro passo é ensina-lo a ser limpo.

No caso do gatinho ou gatinha é mais fácil, pois eles tem por instinto enterrar os seus excrementos.
Quando tem quintal ou espaço na rua basta arranjar um espaço com areia e eles naturalmente o procurarão.
Quando os gatinhos vivem em casa é preferível colocar um tabuleiro com areão, substância que absorve os odores desagradáveis, num canto da cozinha ou de uma varanda.
Se o seu gatinho não perceber logo a utilidade daquele objecto, e faça as suas fezes noutro local, uma forma fácil de o ensinar é agarrar nelas com um papel e coloca-las no areão, curioso, ele irá cheirar e provavelmente achará que é um bom sítio.

Outra atitude para contrariar os maus hábitos, é ralhar-lhe quando é apanhado em flagrante e logo depois coloca-lo no caixote e fazer uma festa.
No caso dos cachorros é normalmente necessário ser um pouco mais persistente, várias situações podem ocorrer.
Se o cachorro vive na rua deve ser o dono a definir um sitio que no entanto agrade a ambos, e estimula-lo colocando lá as suas fezes, levando-o até lá. Use repetidamente palavras curtas e uma linguagem fácil (ex: aqui / cocó / xixi).
Os cães de casa deverão aprender a pedir para vir à rua e ai fazer as suas necessidades, pelo menos de manhã e à noite.

Enquanto cachorros não sabem pedir para vir à rua e até aprenderem o melhor será arranjar um local na cozinha ou noutra divisão de fácil limpeza e cobri-lo com jornais estimulando-o a utiliza-lo.
Ponha-o no local quando começar a fazer o seu xixi noutro sitio e ralhe; coloque lá as suas fezes para que perceba a função do local; faça uma festa quando ele tomar a iniciativa de ir sozinho ao local.
Numa fase seguinte comece a leva-lo à rua quando notar que ele quer fazer xixi, fale com termos simples, use palavras como, RUA, XIXI na RUA, CÒCO na RUA.
Reduza até retirar os jornais do sítio que utilizava habitualmente, comece a ralhar quando ele fizer em casa.

O treino de obediência:
A obediência tem vários passos e a evolução está relacionada com o crescimento e capacidade de aprendizagem do cachorro ou gatinho.
Não permita em cachorro atitudes que não pode aceitar em adulto, um cachorro pode empinar-se às pernas do dono, mas tal já não será agradável se ele tiver 30 ou 40 Kg em adulto e o continuar a fazer.
Faça questão de que o seu animal saiba exactamente quem manda, nunca mostre medo, contrarie imediatamente qualquer sinal de agressividade.

O treino de obediência deve ser iniciado precocemente.e deve estabelecer uma rotina:
Sessões curtas e regulares de treino
Escolher um local tranquilo
Dar ordens firmes utilizando sempre a mesma palavra para a mesma ordem
Faça do treino um jogo agradável para ambos

Determinadas raças de cães ditas como perigosas necessitam apenas de uma educação mais rigorosa pois são animais dominantes, para eles o dono terá de ser um líder. Antes de escolher um cachorro aconselhe-se sobre o temperamento da raça e de como lidar com ele.

Se sentir que necessita de ajuda para disciplinar procure um centro de adestramento, onde treinadores lhe ensinarão regras de obediência ou mesmo exercícios mais específicos.
Os gatos são animais mais individualistas, o que não impede o facto de deverem obediência aos donos.
Mesmo vivendo dentro de casa deve definir um espaço seu, arranje um cestinho para dormir, uma divisão da casa para viver habitualmente, não deixe por ex. que ocupe o seu lugar no sofá e o tome como dele, é um erro muito grave.
Se tiver crianças os cuidados são maiores, não os deixe ter brincadeiras violentas, morder, arranhar, pode abrir um precedente a evitar.

Em resumo, escolha criteriosamente o seu animal de estimação relativamente ao carácter do mesmo e não se esqueça que alguns animais necessitam de mais tempo e dedicação à educação do que outros.

Em caso de duvida consulte e aconselhe-se com o seu Médico Veterinário.

sábado, 5 de março de 2011













As primeiras 5 composições da turma C do terceiro ano!!!!


Uma aula diferente

A Dra Mónica Tomaz, foi à escola EB1 Coruche1, às turmas de terceiro ano, e deu uma aula diferente!!!!!!

Falou sobre os grupos de animais, a sua alimentação, parasitas intestinais e a importância da desparasitação e vacinação.
No fim pediu a todos os alunos para escreverem um texto a contar o que aprenderam nessa aula!
Iremos publicar aqui as suas composições, bem como os desenhos que fizeram para adornar a folha!!!!!
Temos que referir que alguns dos conteúdos saíram um bocadinho baralhados!!!!! Culpa da "professora" ou dos alunos, eis a questão?!!!!!! ;););)

Obrigado a todos

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

UM CACHORRO EM CASA


Tem um novo amigo de quatro patas, chamado cachorro?!!!!! Sabe que cuidados deve ter com ele? Nós ajudamos…

Em primeiro lugar devemos tratar bem dele e isso implica dar-lhe comida, bebida e bons cuidados de saúde. A ida ao veterinário não deverá ser só quando ele está doente. Devemos pensar na prevenção antes do tratamento!! Assim sendo, deve desparasitá-lo o quanto antes e uns dias depois vaciná-lo. A primeira vacina pode ser dada a partir das 6 semanas!!!!

Outro assunto importante tem a ver com a alimentação. Sabe o que ele deve comer?

Quando o cachorro chega a sua casa já deve estar desmamado, ou seja, não deve depender da mãe e já deve comer ração! O ideal será uma boa ração para cachorros, rica em carne e não em cereais, durante o seu primeiro ano de vida, para raças pequenas e médias, e ano e meio para raças grandes e gigantes.

Nos primeiros meses a alimentação deve ser repartida por várias vezes ao longo do dia, sendo dada pouca quantidade de cada vez; depois dos seis meses de idade, duas vezes ao dia é o quanto baste!

As dietas comerciais são muito melhores que a comida caseira, pois eles não têm necessidade de variedade de alimentos, nem de condimentos… Mas dentro das dietas comerciais aconselha-se as rações secas, pois têm muito menos percentagem de água que os enlatados, que chegam a ter 80%, não se estragam ao ar, lavam os dentes, são mais baratas e…as fezes do seu cachorro serão menos moles e mais fáceis de apanhar!!! Como pode ver, são só vantagens!!!

A quantidade de comida que o seu cachorro necessita vai variar com a idade, com o temperamento, o ambiente que o rodeia e o seu grau de actividade! Outro conselho: não dê ossos ao seu amiguinho pois pode arrepender-se! Um fragmento de osso por mais pequeno que seja pode provocar dores, hemorragias ou mesmo uma obstrução!!! Se quiser pode comprar ossos de pele de boi ou sintéticos que ajudam na lavagem dos dentes! E ainda, não ceda às vontades do seu cachorro! Olhe que ele sabe como manipulá-lo! Se lhe der outro tipo de alimento ele não quererá voltar a comer a ração!

É bom também lembrar que os cachorrinhos não ficam sempre assim, pequeninos e portáteis! Eles crescem e alguns crescem mesmo muito e nós temos de estar preparados para isso. Cada raça tem também um determinado traço de comportamento característico, que se evidencia mais ou menos consoante a educação que recebe. Ensinar um cachorro a viver em sociedade é das tarefas mais gratificantes, embora por vezes eles sejam teimosos e nós um pouco impacientes. É preciso dar-lhe tempo, fazer com que ele perceba o que lhe está a dizer e nada como um bom miminho quando o consegue.

Se tiver alguma dúvida, aconselhe-se com o seu veterinário!!!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS!!!!!


A Clínica Veterinária Vale do Sorraia
deseja a todos os seus clientes e amigos
de quatro patas um Santo Natal e um
feliz 2011!!!!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Parasitas intestinais do cão e do gato

Numa época em que os animais de estimação vivem cada vez mais em comunidade com os donos devemos ser cada vez mais cautelosos com as doenças e afecções que os animais possam transmitir ao Homem (zoonoses).

Cães e gatos podem ter diversos tipos de parasitas intestinais, existindo essencialmente dois grupos: Vermes redondos, conhecidos como lombrigas e Vermes achatados, conhecidos como ténias. Alguns são comuns entre cães e gatos; Muitos deles são transmissíveis ao homem.

É importante salientar que na maioria dos casos os cachorros e gatinhos podem já nascer parasitados, por transmissão através da placenta. Podem também ingerir os parasitas do leite da mãe. Por este motivo as cadelas devem também ser bem desparasitadas durante a gestação.




Para além desta via de transmissão, os nossos cães e gatos podem também infestar-se quando cheiram as fezes de outros animais, na água ou alimento, ou quando ao lamberem-se ingerem ovos de parasitas existentes no pêlo. Alguns parasitas podem ainda penetrar através da pele, quer nos animais quer no Homem. Outros animais, como ratos, pássaros e pulgas funcionam também como hospedeiros intermediários, ou seja são portadores e podem transmitir parasitas ao serem ingeridos.

A infestação do Homem ocorre maioritariamente através da ingestão de larvas e ovos de parasitas, quer por contacto directo com os animais, quer por alimentos e ambiente infestados. As crianças têm um risco aumentado pela possibilidade de brincarem em ambientes contaminados ( areais e relvados conspurcados com fezes de cães e gatos), e pelo hábito de levarem tudo à boca, inclusivamente as mãos após fazer festas a animais com a possibilidade destes terem ovos no pêlo.



Os cachorros e gatinhos são infestados por vermes redondos (lombrigas), a infestação pode passar despercebida, sem sintomas mas na generalidade é notório sintomas que podem ir desde o prurido anal “esfregar o rabo pelo chão”, emagrecimento, pêlo com aspecto baço e quebradiço, até situações mais grave implicando vómito, diarreia que pode ser sanguinolenta (fezes escuras), e anemia associada. Grandes infestações podem causar rolhões no intestino e morte do animal por obstrução. Em muitos casos podem mesmo ver-se parasitas nas fezes enrolados, parecendo um cordel.



A desparasitação deve ser encarada como uma prevenção e não um tratamento. É importante iniciar a desparasitação do seu cachorro ou gatinho logo a partir as duas semanas de idade

Os animais mais velhos são também infestados por vermes chatos (ténias), que aparecem como pequenas pevides em volta do ânus. Os sintomas poderão ser semelhantes aos descritos para os cachorros, e um parasitismo intenso pode também levar á morte por causa directa ou pela diminuição das defesas do organismo e possibilidade de outras doenças por vírus ou bactérias.

A prevenção é como sempre o melhor remédio:

- É importante seguir as normas gerais de higiene (lavar as mãos regularmente, eliminar as fezes dos animais, desinfectar regularmente os canis e gatis, lavar bem frutas e legumes, beber àgua de origem segura)

- Elimine as pulgas e todos os parasitas externos regularmente

- Faça uma desparasitação regular e periódica do seu animal, e consulte o seu Veterinário sempre que detectar algum dos sintomas descritos.

O seu Veterinário é o Profissional mais indicado para lhe aconselhar que programa de desparasitação seguir, pois o mesmo pode ser diferente e adaptado a cada caso, em função da espécie (cão ou gato), idade, meio ambiente e numero de animais a viverem em comum

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Gestação e parto

O período de gestação, considerando o intervalo de tempo entre um cruzamento fértil e o parto é de 66 dias (variando entre 64 e 69) nas gatas e de 60 a 70 dias nas cadelas.

A ecografia é um óptimo método de diagnóstico de gestação em cadelas e gatas. Permite visualizar e filmar a presença e batimento cardíaco de cachorros a partir do 23º dia de gestação, e do 20º dia em gatinhos.


O diagnóstico de gestação pode ainda ser efectuado por radiologia (a partir do 40º dia em cadelas e 35º dia em gatas) e por palpação abdominal (menos fiável)

Numa fase de preparação do parto, que pode ter início cerca de 1 semana antes da fase de expulsão dos fetos, as cadelas e gatas podem alterar o seu comportamento. Podem começar a fazer ninho, urinar com maior frequência, geralmente há diminuição da temperatura rectal (pode baixar 1ºC a 24h do parto) e relaxamento vulvar. Podem ainda perder o apetite.

No parto propriamente dito são geralmente definidas 3 fases:
  • Na 1ª fase as futuras mães apresentam-se inquietas e fazem ninho. Apresentam-se ofegantes mas as contracções abdominais e uterinas não são perceptíveis. Dura entre 6 a 12 horas.
  • A 2ª fase caracteriza-se pela saída dos fetos e pode durar entre 2 a 6 horas. As fêmeas podem fazer força intermitente durante várias horas até á saída da 1ª cria. Uma força constante e prolongada não é normal e pode ser motivo para alarme. O período de descanso da mãe entre o nascimento de filhotes pode ser de uma hora, sendo que nesse intervalo de tempo não há contracções.
Por vezes pode demorar 12 a 24 horas entre o nascimento de gatinhos saudáveis, situação que nos canídeos é anormal e preocupante.
  • A 3ª fase caracteriza-se pela saída da placenta, que leva cerca de 5 a 15 minutos após o nascimento de cada cria. A fêmea come geralmente a placenta, corta o cordão umbilical e lambe os filhotes. Este último acto tem grande importância, pois para além de os limpar e estimular, vai estabelecer a ligação mãe-filho.

Caso a mãe não remova a membrana fetal deve ser o dono com os dedos a ter esse cuidado, rasgando-a pela zona das costas do recém nascido. Deve ainda estimular o filhote com uma toalha e colocá-lo ao lado da mãe. Caso o rejeite, deverá esperar que ela se acalme, termine o parto e tentar novamente a aproximação.

terça-feira, 14 de setembro de 2010


Vacina da raiva e microchip




Começou a época de caça! É nesta altura que muitas pessoas vêm revacinar os seus animais.

Para que esteja descansado e o seu cão em conformidade com o que a lei manda, é necessária a vacinação anual anti-rábica e a identificação electrónica ( microchipagem ). Neste artigo abordamos um pouco dos dois temas, com especial incidência na identificação electrónica, por acharmos que o leitor tem mais dúvidas sobre esse assunto.


Em Portugal a raiva está practicamente erradicada, o que se conseguiu através de campanhas de vacinação massiva de cães. A importância da revacinação anual e a razão da obrigatoriedade legal desta vacina a partir dos seis meses, prende-se com o facto de alguns animais selvagens (tipo raposa) poderem padecer desta doença e sobre os quais não há qualquer tipo de controlo.


Em relação ao microchip, neste momento o que vigora em termos de lei, é o DL 313/2003 de 17 de Dezembro, que obriga TODOS os cães nascidos após 1 de Julho de 2008 a terem identificação electrónica.


O microchip é um pequeno sistema cilindrico, do tamanho de um bago de arroz, que contém um código único e inalterável (processado numa base de dados especifica, SICAFE ou SIRA), aplicado dentro de uma seringa especial por via subcutânea. Este pequeno aparelho permanece no animal por toda a sua vida, fornecendo um número de identificação exclusivo que pode ser lido através de um leitor de microchip.É ainda de referir que a aplicação do mesmo é um acto médico e, por conseguinte, só o Médico Veterinário o pode fazer.


A identificação electrónica tem ainda algumas vantagens sobre os métodos tradicionais de identificação. Em relação às coleiras e etiquetas, estas podem ser retiradas ou perdidas. E imagine que o seu animal se perde, se ele tiver um microchip, a pessoa que o encontrar pode dirigir-se a um Centro de identificação ou às autoridades, onde, através de um leitor pode ser verificado o seu número e os dados do proprietário no banco de dados. Se o seu animal for roubado, pode informar a base de dados que, depressa emite um comunicado aos Centros Veterinários e autoridades, de maneira a localizar rapidamente o animal. Se você souber quem o roubou, com o microchip pode prová-lo.


No entanto à que ter em conta duas coisas, o microchip não funciona como um GPS. E tem de estar registado na Junta de Freguesia da sua área de residência, porque eles fazem a ligação com a base de dados, ao não fazer o registo do seu animal, ter microchip ou não é a mesma coisa, portanto não se esqueça de o registar.