sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A minha cadela está grávida?? E agora..??

O dono de uma cadela mais mais cedo ou mais tarde depara-se com uma questão inevitável: “o que faço com os cachorrinhos agora?!!” e “o que fazer para a minha cadela não ter mais nenhuma ninhada?!!” Esta é uma das questões mais frequentes nas visitas ao veterinário...


Existem várias possibilidades de métodos contraceptivos, com graus de eficácia diferentes, como:

- Resguardar a fêmea durante a altura do cio (o mais acessível e económico, mas nem sempre aplicável e garantido);
- Intervenção cirúrgica (esterilização/castração – de efeito duradouro, eficaz, seguro, mas mais dispendioso a curto prazo);
- Injecções de progestagéneos (económico a curto prazo, mas com muitos efeitos secundários a médio e longo prazo, como infecções uterinas, neoplasias da cadeia mamária e diabetes);

- Comprimidos de progestagéneos (pílulas, com muitos efeitos secundários a médio prazo).


O ciclo reprodutivo das cadelas começa quando emitem corrimento vaginal sanguíneo, este é o dia 1. Do dia 1 ao dia 9 estamos na fase chamada de “pro estro”, em que os machos mostram-se atentos e interessados nas cadelas, mas elas ainda não estão receptivas, ou seja não os aceitam. Durante este tempo não é tão importante guardar a cadela, desde que tenha detectado bem o 1ºdia do ciclo.


Do dia 9 ao dia 14 ou 15 estamos perante o cio propriamente dito, altura em que a cadela aceita o cão, e que corresponde ao seu período fértil. Esta é a altura de proteger a sua cadela o mais possível, de maneira que ela não consiga fugir nem os machos se consigam aproximar. Existem cadelas, principalmente no seu primeiro cio que prolongam este período até 20 dias. E tudo isto se repete passados mais ou menos 6 meses.

Optar por resguardar a cadela é uma boa opção. Mas quando tal não é possível, e se de facto não pretende ter descendência da sua cadela, então é preferível optar pela cirurgia, em que são retirados os ovários e/ou o útero (vulgarmente chamada de esterilização). É um método simples, de recuperação rápida, que para além de ser uma solução definitiva, ajuda a prevenir o aparecimento de tumores mamários e pseudogestações sem os efeitos secundários dos progestagéneos (comprimidos tipo pílula ou injecções para supressão dos cios).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bom Carnaval!!


A Clinica Veterinária Vale do Sorraia
deseja aos seus clientes e
amigos um Carnaval muito divertido!!



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

"O Paco tem sarna?!"

Hoje vamos falar de uma doença de pele bastante comum nos cães... a Demodecose, também conhecida por "Sarna Demodécica".

A demodecose tem uma origem multifactorial envolvendo sistema imunitário, ácaros e a pele dos animais. Os ácaros Demodex (na foto ao lado), em pequeno número, fazem parte "dos habitantes normais" da pele saudável dos nossos cães.

Os cachorros normalmente infestam-se a partir das mães nos primeiros dias de vida. Em cães mais velhos, a doença ocorre geralmente devido a um defeito genético em células do sistema imunitário, ou devido a outras doenças imunossupressoras (hiperadrenocorticismo, hipotiroidismo, neoplasias...). E alguns cães adultos não é possível por vezes descobrir as causas subjacentes.
Visto haver uma predisposição hereditária para a doença, as fémeas afectadas ou que originaram ninhadas com a patologia devem ser excluídas de nova maternidade.
A demodecose é classificada como localizada ou generalizada, com base na extensão das lesões. A forma localizada caracteriza-se pela existência de poucas áreas alopécias (áreas sem pêlo), de pequena dimensão, e ocorre principalmente em cães jovens. Em 95% dos casos há uma remissão espontânea das lesões, em poucas semanas, sem ser necessária qualquer terapia acaricida. Quando é generalizada, pode ser um problema e um desafio difícil de tratar, sendo necessária terapia esp
ecífica e o tratamento das infecções associadas. Os sinais clínicos da demodecose generalizada são muito variáveis, podendo surgir desde alopécias multifocais e descamação, a formação generalizada e severa de crostas com exsudado purulento, alterações no estado geral, pápulas, eritema, liquenificação, hiperpigmentação e pústulas...

O Paco, um cachorro cruzado de Beagle, com 4 meses de idade, veio à consulta com lesões dispersas pelo corpo, prurido, pele avermelhada e muitas crostas... Depois de um tratamento inicial sem resultado, realizámos raspagem cutânea e encontrámos os ácaros Demodex que lhe estavam a provocar as lesões. Assim, o Paco começou a fazer o tratamento apropriado... no entanto, são lesões que ainda vão demorar algum tempo a regredir. Mas ele é muito bem disposto e cooperante!!

As melhoras Paco!!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Porquê vacinar??

Hoje apresentamos mais dois amigos de quatro patas que vieram até à nossa clínica:

O Lucas, e o Fofinho!!



O Lucas, de dois anos e meio veio à consulta anual para vacina e desparasitação. O Fofinho, com seis meses veio fazer a vacina da raiva e a aplicação do microchip (identificação electrónica).

Porquê vacinar?

A vacinação dos nossos animais de companhia, tal como a humana serve para prevenir, evitar ou minimizar os efeitos de certas doenças graves (por exemplo tosse, febre, vómitos, diarreia, infecções...). Ao não vacinar os nossos animais, estamos a aumentar o risco de contágio dessas doenças e a diminuir sua qualidade de vida.
As doenças mais comuns nos cães que podem causar doença grave, e mesmo a morte nos nossos animais são: parvovirose, esgana, hepatite.
O protocolo de vacinação utilizado pelo Médico Veterinário permite uma elevada protecção, diminuindo o risco de contágio destas doenças.
Existem no entanto, outras doenças, que para além de afectarem os nossos animais de companhia, podem afectar também o Homem, como sejam a Raiva, a Leptospirose e a Borreliose. A vacinação dos animais contra os agentes destas doenças minimiza o risco para eles e para nós!!

"O meu cão deve ser vacinado todos os anos?"

O seu cão está diariamente exposto a agentes de diversas doenças. Como tal, é importante dar-lhe os melhores cuidados de saúde. Para isso, deve visitar regularmente o Médico Veterinário... mesmo na ausência de problemas!!
A consulta anual vacinal é muito importante, pois é nesta altura que o Veterinário faz um exame detalhado do seu cão (boca, olhos, pele, coração e pulmões, abdómen, membros, etc).

É fundamental que anulmente o seu cão visite o Médico Veterinário, para ficar a saber, todos os anos, o estado de saúde do seu amigo de 4 patas, pois ele envelhece mais rapidamente do que o seu dono!


Esperamos por si e pelo seu animal de estimação neste novo ano!!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL!!



A CLINÍCA VETERÍNARIA VALE DO SORRAIA DESEJA A TODOS OS SEUS CLIE
NTES E AMIGOS UM SANTO NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO...


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mãe... e filha!!


Hoje apresentamos a Nina, e a sua filhota Lolita!!

A Nina tem 3 anos e é uma cadela cruzada de Pequinois. Em Agosto de 2008, a Nina veio até à nossa clínica quando estava em trabalho de parto... não conseguia “dar à luz” os seus cachorrinhos... Tivémos que realizar uma cesariana, da qual nasceram 4 cachorrinhos lindos!!


Um ano depois... a Nina veio novamente até nós, estava outra vez em trabalho de parto!!

Fizémos Rx e conseguimos ver que os seus cachorrinhos não estavam na posição correcta para nascerem sózinhos...

A Nina foi para a sua segunda cesariana, de onde nasceram quatro cachorrinhas pretas, uma das quais a sua Lolita!! Mas desta vez, depois de conversármos com a sua dona optámos por realizar também a ovario-histerectomia, ou seja a sua esterilização... para que não sejam precisas mais cesarinas!!






O parto nos animais de companhia:


Numa fase de preparação do parto, que pode ter início cerca de 1 semana antes da fase de expulsão dos fetos, as cadelas e gatas podem alterar o seu comportamento. Podem começar a fazer ninho, urinar com maior frequência, geralmente há diminuição da temperatura rectal (pode baixar 1ºC a 24h do parto) e relaxamento vulvar. Podem ainda perder o apetite.

No parto propriamente dito são geralmente definidas 3 fases:

Na 1ª fase as futuras mães apresentam-se inquietas e fazem ninho. Apresentam-se ofegantes mas as contracções abdominais e uterinas não são perceptíveis. Dura entre 6 a 12 horas.

A 2ª fase caracteriza-se pela saída dos fetos e pode durar entre 2 a 6 horas. As fêmeas podem fazer força intermitente durante várias horas até á saída da 1ª cria. Uma força constante e prolongada não é normal e pode ser motivo para alarme. O período de descanso da mãe entre o nascimento de filhotes pode ser de uma hora, sendo que nesse intervalo de tempo não há contracções. (Nas gatas, por vezes pode demorar 12 a 24 horas entre o nascimento de gatinhos saudáveis, situação que nos canídeos é anormal e preocupante).

A 3ª fase caracteriza-se pela saída da placenta, que leva cerca de 5 a 15 minutos após o nascimento de cada cria. A fêmea come geralmente a placenta, corta o cordão umbilical e lambe os filhotes. Este último acto tem grande importância, pois para além de os limpar e estimular, vai estabelecer a ligação mãe-filho.

Caso a mãe não remova a membrana fetal deve ser o dono com os dedos a ter esse cuidado, rasgando-a pela zona das costas do recém nascido. Deve ainda estimular o filhote com uma toalha e colocá-lo ao lado da mãe. Caso o rejeite, deverá esperar que ela se acalme, termine o parto e tentar novamente a aproximação.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um, não!! Dois cachorros...

Hoje apresentamos dois cachorros lindos, adoptados com uma semana de intervalo...
Este é o Mozart, e esta é a Estrela!! Dois “manos adoptivos”, dois amigos de brincadeira, dois companheiros para os seus donos!!

O Mozart, um Retriver de Labrador veio à consulta a primeira vez para ser vacinado depois de ter sido desparasitado pelo seu criador. No dia seguinte, apareceu abandonada à porta dos donos do Mozart, a Estrela, uma cachorrinha linda de raça indeterminada (algures entre o Rafeiro Alentejano e o Cão serra da Estrela...), com ar de quem tinha acabado de sair da sua ninhada... A Estrela era muito pequenina e estava a precisar de uma família!! A “família” do Mozart nem pensou duas vezes, e vieram rapidamente com ela à nossa clinica para desparasitar. Uma semana depois, e já habituada à sua nova família e ao seu companheiro inseparável, veio iniciar o protocolo de vacinação... e aí estão eles prontos para crescerem saudáveis!!

Aproveitamos para chamar a atenção para algumas particularidades da adopção de dois cachorros... ou da adopção de um segundo cachorro quando já se é dono de outro.
Os cães são animais sociais, e a tendência natural é que eles se adaptem bem um ao outro. Desde que, no entanto, os donos saibam lidar com a organização dos cães, respeitando a hierarquia que eles estabelecem entre eles. A principal causa de brigas entre cães da mesma casa é o dono que não percebe a hierarquia, contrariando-a. Com isso os cães brigam, para deixar claro para o dono quem é o líder e que é o liderado naquela “matilha”.

Principais aspectos que devem ser considerados:
• Deve analisar se há espaço suficiente na sua casa para ter dois cães...
• A questão financeira. Ter dois cães irá aumentar (consideravelmente) os gastos, principalmente trantando-se de cachorros, pois estes vão com mais freqüência ao veterinário, em função das primeiras vacinas.
• Alimentação, não só porque gastará o dobro de ração, como terá que comprar dois tipos de ração (se os animais forem de idades diferentes, ou tiverem necessidades diferentes).
• Pense se tem tempo e amor suficiente para suprir as necessidades de dois cães...
• Qual a raça que melhor se adequa à sua vida, ao cão que você já tem, ao seu estilo de vida, etc.

Sexos diferentes, ou 2 cães do mesmo sexo?
• Macho + Macho: é a combinação mais arriscada, pois se a liderança entre eles não for absolutamente resolvida, vai haver de tempos a tempos uma tentativa do liderado para se tornar no líder. Se, no entanto, eles tiverem temperamentos nitidamente opostos, sendo um dominante e o outro submisso, não haverá muitos problemas.
• Fêmea + Fêmea: as fêmeas costumam estabelecer a liderança de forma mais rápida, e sem disputas eternas. Uma vez estabelecida esta liderança, ele será sempre respeitada. A menos que haja algum problema de temperamento provocado pela ocorrência do cio de uma delas...
• Macho + Fêmea: Ter um casal pode ser a opção ideal, desde que possa separá-los quando a fêmea entrar no cio; ou que opte pela solução cirúrgica num dos dois (esterilização).