Lembram-se do Paco?? O nosso cachorrinho cruzado de Beagle que teve Sarna demodécica?? Pois é... o nosso Paco já está melhor passados dois meses do início do tratamento!! Já não parece o mesmo! O seu pêlo cresceu e deixou de ter a pele inflamada... continua muito bem disposto e brincalhão!! Foi um tratamento longo, que exigiu muita paciência aos seus donos... mas felizmente conseguimos ver o Paco a recuperar bem!! Aqui ficam algumas fotografias do Paco tiradas no Sábado passado... que mostram a diferença na pele e do pêlo!!
É assim mesmo Paco!! Continuação das tuas melhoras!!
O dono de uma cadela mais mais cedo ou mais tarde depara-se com uma questão inevitável: “o que faço com os cachorrinhos agora?!!” e “o que fazer para a minha cadela não ter mais nenhuma ninhada?!!” Esta é uma das questões mais frequentes nas visitas ao veterinário...
Existem várias possibilidades de métodos contraceptivos, com graus de eficácia diferentes, como:
- Resguardar a fêmea durante a altura do cio (o mais acessível e económico, mas nem sempre aplicável e garantido);
- Intervenção cirúrgica (esterilização/castração – de efeito duradouro, eficaz, seguro, mas mais dispendioso a curto prazo); - Injecções de progestagéneos (económico a curto prazo, mas com muitos efeitos secundários a médio e longo prazo, como infecções uterinas, neoplasias da cadeia mamária e diabetes); - Comprimidos de progestagéneos (pílulas, com muitos efeitos secundários a médio prazo).
O ciclo reprodutivo das cadelas começa quando emitem corrimento vaginal sanguíneo, este é o dia 1. Do dia 1 ao dia 9 estamos na fase chamada de “pro estro”, em que os machos mostram-se atentos e interessados nas cadelas, mas elas ainda não estão receptivas, ou seja não os aceitam. Durante este tempo não é tão importante guardar a cadela, desde que tenha detectado bem o 1ºdia do ciclo.
Do dia 9 ao dia 14 ou 15 estamos perante o cio propriamente dito, altura em que a cadela aceita o cão, e que corresponde ao seu período fértil. Esta é a altura de proteger a sua cadela o mais possível, de maneira que ela não consiga fugir nem os machos se consigam aproximar. Existem cadelas, principalmente no seu primeiro cio que prolongam este período até 20 dias. E tudo isto se repete passados mais ou menos 6 meses.
Optar por resguardar a cadela é uma boa opção. Mas quando tal não é possível, e se de facto não pretende ter descendência da sua cadela, então é preferível optar pela cirurgia, em que são retirados os ovários e/ou o útero (vulgarmente chamada de esterilização). É um método simples, de recuperação rápida, que para além de ser uma solução definitiva, ajuda a prevenir o aparecimento de tumores mamários e pseudogestações sem os efeitos secundários dos progestagéneos (comprimidos tipo pílula ou injecções para supressão dos cios).
Hoje vamos falar de uma doença de pele bastante comum nos cães... a Demodecose, também conhecida por "Sarna Demodécica".
A demodecose tem uma origem multifactorial envolvendo sistema imunitário, ácaros e a pele dos animais. Os ácaros Demodex (na foto ao lado), em pequeno número, fazem parte "dos habitantes normais" da pele saudável dos nossos cães.
Os cachorros normalmente infestam-se a partir das mães nos primeiros dias de vida. Em cães mais velhos, a doença ocorre geralmente devido a um defeito genético em células do sistema imunitário, ou devido a outras doenças imunossupressoras (hiperadrenocorticismo, hipotiroidismo, neoplasias...). E alguns cães adultos não é possível por vezes descobrir as causas subjacentes. Visto haver uma predisposição hereditária para a doença, as fémeas afectadas ou que originaram ninhadas com a patologia devem ser excluídas de nova maternidade. A demodecose é classificada como localizada ou generalizada, com base na extensão das lesões. A forma localizada caracteriza-se pela existência de poucas áreas alopécias (áreas sem pêlo), de pequena dimensão, e ocorre principalmente em cães jovens. Em 95% dos casos há uma remissão espontânea das lesões, em poucas semanas, sem ser necessária qualquer terapia acaricida. Quando é generalizada, pode ser um problema e um desafio difícil de tratar, sendo necessária terapia específica e o tratamento das infecções associadas. Os sinais clínicos da demodecose generalizada são muito variáveis, podendo surgir desde alopécias multifocais e descamação, a formação generalizada e severa de crostas com exsudado purulento, alterações no estado geral, pápulas, eritema, liquenificação, hiperpigmentação e pústulas...
O Paco, um cachorro cruzado de Beagle, com 4 meses de idade, veio à consulta com lesões dispersas pelo corpo, prurido, pele avermelhada e muitas crostas... Depois de um tratamento inicial sem resultado, realizámos raspagem cutânea e encontrámos os ácaros Demodex que lhe estavam a provocar as lesões. Assim, o Paco começou a fazer o tratamento apropriado... no entanto, são lesões que ainda vão demorar algum tempo a regredir. Mas ele é muito bem disposto e cooperante!!
Hoje apresentamos mais dois amigos de quatro patas que vieram até à nossa clínica:
O Lucas, e o Fofinho!!
O Lucas, de dois anos e meio veio à consulta anual para vacina e desparasitação. O Fofinho, com seis meses veio fazer a vacina da raiva e a aplicação do microchip (identificação electrónica).
Porquê vacinar?
A vacinação dos nossos animais de companhia, tal como a humana serve para prevenir, evitar ou minimizar os efeitos de certas doenças graves (por exemplo tosse, febre, vómitos, diarreia, infecções...). Ao não vacinar os nossos animais, estamos a aumentar o risco de contágio dessas doenças e a diminuir sua qualidade de vida.
As doenças mais comuns nos cães que podem causar doença grave, e mesmo a morte nos nossos animais são: parvovirose, esgana, hepatite.
O protocolo de vacinação utilizado pelo Médico Veterinário permite uma elevada protecção, diminuindo o risco de contágio destas doenças.
Existem no entanto, outras doenças, que para além de afectarem os nossos animais de companhia, podem afectar também o Homem, como sejam a Raiva, a Leptospirose e a Borreliose. A vacinação dos animais contra os agentes destas doenças minimiza o risco para eles e para nós!!
"O meu cão deve ser vacinado todos os anos?"
O seu cão está diariamente exposto a agentes de diversas doenças. Como tal, é importante dar-lhe os melhores cuidados de saúde. Para isso, deve visitar regularmente o Médico Veterinário... mesmo na ausência de problemas!!
A consulta anual vacinal é muito importante, pois é nesta altura que o Veterinário faz um exame detalhado do seu cão (boca, olhos, pele, coração e pulmões, abdómen, membros, etc).
É fundamental que anulmente o seu cão visite o Médico Veterinário, para ficar a saber, todos os anos, o estado de saúde do seu amigo de 4 patas, pois ele envelhece mais rapidamente do que o seu dono!
Esperamos por si e pelo seu animal de estimação neste novo ano!!
A Nina tem 3 anos e é uma cadela cruzada de Pequinois. Em Agosto de 2008, a Nina veio até à nossa clínica quando estava em trabalho de parto... não conseguia “dar à luz” os seus cachorrinhos... Tivémos que realizar uma cesariana, da qual nasceram 4 cachorrinhos lindos!!
Um ano depois... a Nina veio novamente até nós, estava outra vez em trabalho de parto!!
FizémosRx e conseguimos ver que os seus cachorrinhos não estavam na posição correcta para nascerem sózinhos...
A Nina foi para a sua segunda cesariana, de onde nasceram quatro cachorrinhas pretas, uma das quais a sua Lolita!! Mas desta vez, depois de conversármos com a sua dona optámos por realizar também a ovario-histerectomia, ou seja a sua esterilização... para que não sejam precisas mais cesarinas!!
O parto nos animais de companhia:
Numa fase de preparação do parto, que pode ter início cerca de 1 semana antes da fase de expulsão dos fetos, as cadelas e gatas podem alterar o seu comportamento. Podem começar a fazer ninho, urinar com maior frequência, geralmente há diminuição da temperatura rectal (pode baixar 1ºC a 24h do parto) e relaxamento vulvar. Podem ainda perder o apetite.
No parto propriamente dito são geralmente definidas 3 fases:
Na 1ª fase as futuras mães apresentam-se inquietas e fazem ninho. Apresentam-se ofegantes mas as contracções abdominais e uterinas não são perceptíveis. Dura entre 6 a 12 horas.
A 2ª fase caracteriza-se pela saída dos fetos e pode durar entre 2 a 6 horas. As fêmeas podem fazer força intermitente durante várias horas até á saída da 1ª cria. Uma força constante e prolongada não é normal e pode ser motivo para alarme. O período de descanso da mãe entre o nascimento de filhotes pode ser de uma hora, sendo que nesse intervalo de tempo não há contracções. (Nas gatas, por vezes pode demorar 12 a 24 horas entre o nascimento de gatinhos saudáveis, situação que nos canídeos é anormal e preocupante).
A 3ª fase caracteriza-se pela saída da placenta, que leva cerca de 5 a 15 minutos após o nascimento de cada cria. A fêmea come geralmente a placenta, corta o cordão umbilical e lambe os filhotes. Este último acto tem grande importância, pois para além de os limpar e estimular, vai estabelecer a ligação mãe-filho.
Caso a mãe não remova a membrana fetal deve ser o dono com os dedos a ter esse cuidado, rasgando-a pela zona das costas do recém nascido. Deve ainda estimular o filhote com uma toalha e colocá-lo ao lado da mãe. Caso o rejeite, deverá esperar que ela se acalme, termine o parto e tentar novamente a aproximação.
Este é um espaço onde os nossos animais de companhia vão ser as personagens principais. Queremos que todos possam acompanhar o dia-a-dia dos nossos pacientes – as histórias das suas conquistas e recuperações; as fotos da primeira consulta dos cachorrinhos e gatinhos, informações importantes e notícias, conhecer os nossos serviços... e falar connosco!! Seja parte activa do nosso projecto: deixe-nos o seu comentário, coloque questões... E claro visite-nos sempre quiser... com ou sem o seu animal de companhia!!
Como chegar até nós?
Onde estamos?
Segunda a Sexta-feira 9.30 - 12h30 e das 14h30 - 20h00 Sábado 9h30 - 15h00 Rua da Erra - Urb. das Baleias, Ed. Baleia Azul, n. 4, Loja 1 2100-057 Coruche
Telefone e Fax: 243 619 206 E-mail: vet.sorraia@gmail.com
Fundada em Março de 2004, pelo sonho comum de quatro médicos veterinários ligados à região, a CLÍNICA VETERINÁRIA VALE DO SORRAIA, pretende dar resposta às necessidades dos animais de companhia, e aos desejos dos seus donos!!
Venha fazer-nos uma visita, e conhecer melhor o nosso espaço e a nossa equipa!!