sexta-feira, 7 de maio de 2010

Vale mais vacinar... que remediar!!

Muitas pessoas escolhem esta altura do ano para adoptar um novo cachorrinho!! No entanto, devido ao calor e ao maior número de parasitas externos... torna-se numa estação propícia à ocorrência de várias doenças muito perigosas para os pequenos cachorros. Entre elas destaca-se a Parvovirose, muito contagiosa entre os cachorros não vacinados. Esta provoca diarreias sanguinulentas muito graves, vómitos, prostração, anorexia e morte se não forem tratados atempadamente.

A vacinação dos nossos animais de companhia, tal como a humana serve para prevenir, evitar ou minimizar os efeitos de certas doenças graves. Ao não vacinar os nossos animais, estamos a aumentar o risco de contágio dessas doenças e a diminuir sua qualidade de vida. As mais graves, que podem mesmo conduzir à morte são a já referida parvovirose, a esgana e a hepatite.


Existem no entanto, outras doenças, que para além de afectarem os nossos animais de companhia, podem afectar também o Homem, como sejam a Raiva, a Leptospirose e a Borreliose. A vacinação dos animais contra os agentes destas doenças minimiza o risco para eles e para nós!!

O seu cão está diariamente exposto a agentes de diversas doenças. Como tal, é importante visitar regularmente o Médico Veterinário... mesmo na ausência de problemas!!
A consulta vacinal é muito importante, pois é também nesta altura que o Veterinário faz um exame detalhado do seu cão (boca, olhos, pele, coração e pulmões, abdómen, membros, etc).

Visite-nos com o seu animal de estimação e faça connosco o Mapa de Saúde Anual com a programação de todas as visitas, de forma a garantir a sua saúde e bem-estar!!

Siga o exemplo do Zeus...


O Zeus tem 2 meses, e veio à nossa clínica para a sua primeira vacina!! Daqui a 4 semanas vai voltar para o reforço, pois só nessa altura ficará protegido contra as doenças que falámos... assim pode crescer saudável e feliz!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cachorros para adoptar!!

Hoje vimos apresentar os filhotes da Fiona... uma cadela de raça Labrador, nossa cliente que teve uma bela ninhada de 10 cachorros!!
O pai dos cachorros é o seu companheiro de casa, um pastor Alemão que está todo orgulhoso!!

Aqui ficam as suas fotografias... e quem estiver interessado pode contactar-nos altravés dos nossos telefones, e-mail, ou directamente connosco!!


São uns amores e só querem uns donos que cuidem deles!! Ficamos à vossam espera!!

terça-feira, 30 de março de 2010

Borboleta... uma lutadora!!

Hoje vimos contar-vos a história da Borboleta, uma cadela Epanhol Breton com 12 anos de idade.

Apesar de ser de uma raça destinada à caça, a Borboleta nunca se dedicou a essas aventuras!! É a menina da família!! Muito meiga e ternurenta, a Borboleta nunca teve problemas de maior... mas a idade faz destas coisas... e aos seus 12 anos de idade teve episódios graves de piómetra (infecção uterina).
A piómetra é a acumulação de secrecções purulentas no interior do útero, mais comum em cadelas não castradas com mais de 7 anos de idade, que façam pseudo-gestações (gravidez psicológica), que nunca tenham tido cachorros... ou sujeitas a administração periódica de inibidores do cio (injecção ou pílula). Muitas das cadelas com piómetra fizeram cio nos dois meses anteriores a se apresentarem doentes. Esta é uma fase em que o útero está preparado para a eventual gravidez e se apresenta sob a influência de uma hormona específica (a progesterona) que diminui as contrações e as defesas uterinas. Estes factores apesar de fisiológicos, conduzem em alguns casos à proliferação bacteriana e à acumulação das secrecções dentro do útero.
As cadelas afectadas (dependendo da gravidade) deixam de comer, ficam muito prostradas, com dor e distenção abdominal, corrimento vulvar fétido, bebem muita água (porque a função renal fica comprometida), e podem apresentar vómitos e febre. Algumas cadelas podem ficar extremamente doentes quando ocorre septicémia (infecção generalizada do organismo) ou ruptura do útero para dentro da cavidade abdominal, ficando em sério risco de vida.
O tratamento indicado é a cirúrgia que remove o útero e os ovários (esterilização), uma vez que pode voltar a acontecer em novo período de cio, salvo em casos muito específicos...
A nossa Borboleta teve um primeiro episódio que embora debilitante, consegui superar, mas ao segundo desenvolveu septicémia e teve internada na nossa clínica durante uma semana.
Mas como ela é uma lutadora superou tudo quando as hipóteses eram muito escassas!! E está toda bem disposta!! Esperamos sinceramente que continue assim...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Dirofilariose!! A doença da "lagarta do coração"...


A dirofilariose, mais conhecida como "doença da Lagarta do coração", é provocada por um parasita chamado Dirofilaria immitis.
Esta doença desenvolve-se quando um mosquito pica um animal infectado (principalmente os cães) e ingere as microfilárias (parasita num estado inicial do seu desenvolvimento). Estas pequenas larvas permanecem no organismo do mosquito e são transmitidas a cães saudáveis quando estes são picados pelo mesmo mosquito.
                                         
As microfilárias são depositadas neste novo cão, onde permanecem na pele durante 3 ou 4 meses, seguindo depois através da corrente sanguínea até ao coração. E é aqui que reside o principal problema!! É nesta fase que os parasitas se desenvolvem e atingem o estado adulto, apresentando a forma de larvas que podem atingir os 30 cm de comprimento!! Por outro lado, também aqui começam a reproduzir-se dando origem a novas formas imaturas (microfilárias) que são libertadas na corrente sanguínea... ficando assim "disponíveis" para que novamente os mosquitos as ingiram e as possam transmitir a outros cães saudáveis!! É um "ciclo vicioso"!!

A dirofilariose pode aparecer em qualquer idade e em qualquer raça!, sendo que os cães que se encontrem predominantemente ao ar livre estão sob maior risco!!

Os animais infectados podem viver muito tempo sem demonstrarem qualquer tipo de sintomas, enquanto os parasitas se desenvolvem e reproduzem em grande escala. Mas mais tarde... os animais apresentam-se cansados, têm a respiração acelerada ou tosse, perda de peso ou ascite, mais conhecida como barriga de água... tudo problemas inerentes à insuficiência que ocorre pela presença dos parasitas adultos no coração.
O diagnóstico da dirofilariose é feito através de um teste rápido com uma pequena gota de sangue, mas o tratamento é prolongado e dispendioso... Por isso a melhor forma de contornar a dirofilariose é investir na prevenção!!
Em zonas como a de Coruche (em que a presença de mosquitos é uma constante durante as estações quentes), a prevenção não deve ser menosprezada em nenhuma situação!! Todos os cães com mais de 6 meses devem fazer a prevenção, principalmente a partir de Março/ Abril e até Outubro.

Nos cães adultos podemos aplicar uma injecção no início do tempo quente que mantém o seu animal protegido durante pelo menos 6 meses, ou dar um comprimido mensalmente. Contacte o seu Médico Veterinário.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Parasitas externos... o que fazer??

Hoje vamos falar de parasitas externos... aqueles "bichinhos" que podem infestar os nossos animais de companhia, e que para além de lhes provocarem lesões locais com prurido e irritação, podem também transmitir doenças graves (Babesiose, Erliquiose...). Estes podem ser: as pulgas, as carraças, os piolhos, os ácaros (agentes da sarna), as moscas e os mosquitos. Ao prevenirmos que estes parasitam infestam os nossos cães e gatos estamos igualmente a protegermo-nos, uma vez que alguns deles (ou algumas das doenças por eles transmitidas) são transmissíveis ao Homem.
Os cães e gatos de rua apresentam-se frequenetemente com parasitas externos, e pensar que os animais de companhia bem cuidados não estam sujeitos é ser-se demasiado optimista. Nas habitações com temperatura amena, tapetes, tapeçarias e animais, os parasitas podem desenvolver-se bastante bem, obrigando a uma vigilância cosntante para os manter controlados.

PULGAS - As suas picadas podem provocar irritações, alergias, para além de transmitirem t
énias (parasitas intestinais) e outras doenças aos nossos cães. O Homem também pode ser afectado por este insecto, sofrendo de picadas, sobretudo nas pernas.

CARRAÇAS - podem produzir irritação no local da picada e reacções de hipersensibilidade, mas a sua importância resulta do facto de poderem transmitir doenças graves como Babesiose, erliquiose (também conhecidas como "febre da carraça").

MOSCAS - As moscas de estábulo, mais conhecidas como moscas "picadoras" podem picar os bordos das orelhas dos cães podendo originar infecções e feridas.

MOSQUITOS - Os mosquitos do género Culex são os responsáveis pela transmissão da Dirofilariose, doença provocada pela Dirofilaria immitis, conhecido como verme do coração. Os flebótomos são muito perigosos porque podem transmitir a leishmaniose, uma doença grave para os cães, que podem inclusivamente levar à morte.

PIOLHOS - Os piolhos são muito activos e provocam prurido, descamação e crostas. Em infestações graves os animais podem ficar anémicos, débeis e febris.


O controlo de parasitas nos cães e gatos supõe uma combinação de medidas preventivas e/ou de tratamento para cada animal e respectivo meio ambiente. O pr
oduto a utilizar depende de diversos factores, em particular da carga parasitária. Actualmente, os banhos com produtos contra os parasitas externos são pouco recomendados, uma vez que já existem no mercado produtos de baixa toxicidade e com um efeito mais duradouro. Deve-se optar por uma aplicação tópica preventiva que evite que os animais sejam picados (pipetas/ coleiras / sprays), em especial durante as estações da Primavera e do Verão.
Para qualquer dúvida não hesite em contactar-nos...


... e PROT
EJA O SEU ANIMAL DE COMPANHIA!!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Lembram-se do Paco??

Lembram-se do Paco?? O nosso cachorrinho cruzado de Beagle que teve Sarna demodécica??
Pois é... o nosso Paco já está melhor passados dois meses do início do tratamento!! Já não parece o mesmo! O seu pêlo cresceu e deixou de ter a pele inflamada... continua muito bem disposto e brincalhão!!
Foi um tratamento longo, que exigiu muita paciência aos seus donos... mas felizmente conseguimos ver o Paco a recuperar bem!!
Aqui ficam algumas fotografias do Paco tiradas no Sábado passado... que mostram a diferença na pele e do pêlo!!






É assim mesmo Paco!! Continuação das tuas melhoras!!


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A minha cadela está grávida?? E agora..??

O dono de uma cadela mais mais cedo ou mais tarde depara-se com uma questão inevitável: “o que faço com os cachorrinhos agora?!!” e “o que fazer para a minha cadela não ter mais nenhuma ninhada?!!” Esta é uma das questões mais frequentes nas visitas ao veterinário...


Existem várias possibilidades de métodos contraceptivos, com graus de eficácia diferentes, como:

- Resguardar a fêmea durante a altura do cio (o mais acessível e económico, mas nem sempre aplicável e garantido);
- Intervenção cirúrgica (esterilização/castração – de efeito duradouro, eficaz, seguro, mas mais dispendioso a curto prazo);
- Injecções de progestagéneos (económico a curto prazo, mas com muitos efeitos secundários a médio e longo prazo, como infecções uterinas, neoplasias da cadeia mamária e diabetes);

- Comprimidos de progestagéneos (pílulas, com muitos efeitos secundários a médio prazo).


O ciclo reprodutivo das cadelas começa quando emitem corrimento vaginal sanguíneo, este é o dia 1. Do dia 1 ao dia 9 estamos na fase chamada de “pro estro”, em que os machos mostram-se atentos e interessados nas cadelas, mas elas ainda não estão receptivas, ou seja não os aceitam. Durante este tempo não é tão importante guardar a cadela, desde que tenha detectado bem o 1ºdia do ciclo.


Do dia 9 ao dia 14 ou 15 estamos perante o cio propriamente dito, altura em que a cadela aceita o cão, e que corresponde ao seu período fértil. Esta é a altura de proteger a sua cadela o mais possível, de maneira que ela não consiga fugir nem os machos se consigam aproximar. Existem cadelas, principalmente no seu primeiro cio que prolongam este período até 20 dias. E tudo isto se repete passados mais ou menos 6 meses.

Optar por resguardar a cadela é uma boa opção. Mas quando tal não é possível, e se de facto não pretende ter descendência da sua cadela, então é preferível optar pela cirurgia, em que são retirados os ovários e/ou o útero (vulgarmente chamada de esterilização). É um método simples, de recuperação rápida, que para além de ser uma solução definitiva, ajuda a prevenir o aparecimento de tumores mamários e pseudogestações sem os efeitos secundários dos progestagéneos (comprimidos tipo pílula ou injecções para supressão dos cios).