sábado, 5 de março de 2011













As primeiras 5 composições da turma C do terceiro ano!!!!


Uma aula diferente

A Dra Mónica Tomaz, foi à escola EB1 Coruche1, às turmas de terceiro ano, e deu uma aula diferente!!!!!!

Falou sobre os grupos de animais, a sua alimentação, parasitas intestinais e a importância da desparasitação e vacinação.
No fim pediu a todos os alunos para escreverem um texto a contar o que aprenderam nessa aula!
Iremos publicar aqui as suas composições, bem como os desenhos que fizeram para adornar a folha!!!!!
Temos que referir que alguns dos conteúdos saíram um bocadinho baralhados!!!!! Culpa da "professora" ou dos alunos, eis a questão?!!!!!! ;););)

Obrigado a todos

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

UM CACHORRO EM CASA


Tem um novo amigo de quatro patas, chamado cachorro?!!!!! Sabe que cuidados deve ter com ele? Nós ajudamos…

Em primeiro lugar devemos tratar bem dele e isso implica dar-lhe comida, bebida e bons cuidados de saúde. A ida ao veterinário não deverá ser só quando ele está doente. Devemos pensar na prevenção antes do tratamento!! Assim sendo, deve desparasitá-lo o quanto antes e uns dias depois vaciná-lo. A primeira vacina pode ser dada a partir das 6 semanas!!!!

Outro assunto importante tem a ver com a alimentação. Sabe o que ele deve comer?

Quando o cachorro chega a sua casa já deve estar desmamado, ou seja, não deve depender da mãe e já deve comer ração! O ideal será uma boa ração para cachorros, rica em carne e não em cereais, durante o seu primeiro ano de vida, para raças pequenas e médias, e ano e meio para raças grandes e gigantes.

Nos primeiros meses a alimentação deve ser repartida por várias vezes ao longo do dia, sendo dada pouca quantidade de cada vez; depois dos seis meses de idade, duas vezes ao dia é o quanto baste!

As dietas comerciais são muito melhores que a comida caseira, pois eles não têm necessidade de variedade de alimentos, nem de condimentos… Mas dentro das dietas comerciais aconselha-se as rações secas, pois têm muito menos percentagem de água que os enlatados, que chegam a ter 80%, não se estragam ao ar, lavam os dentes, são mais baratas e…as fezes do seu cachorro serão menos moles e mais fáceis de apanhar!!! Como pode ver, são só vantagens!!!

A quantidade de comida que o seu cachorro necessita vai variar com a idade, com o temperamento, o ambiente que o rodeia e o seu grau de actividade! Outro conselho: não dê ossos ao seu amiguinho pois pode arrepender-se! Um fragmento de osso por mais pequeno que seja pode provocar dores, hemorragias ou mesmo uma obstrução!!! Se quiser pode comprar ossos de pele de boi ou sintéticos que ajudam na lavagem dos dentes! E ainda, não ceda às vontades do seu cachorro! Olhe que ele sabe como manipulá-lo! Se lhe der outro tipo de alimento ele não quererá voltar a comer a ração!

É bom também lembrar que os cachorrinhos não ficam sempre assim, pequeninos e portáteis! Eles crescem e alguns crescem mesmo muito e nós temos de estar preparados para isso. Cada raça tem também um determinado traço de comportamento característico, que se evidencia mais ou menos consoante a educação que recebe. Ensinar um cachorro a viver em sociedade é das tarefas mais gratificantes, embora por vezes eles sejam teimosos e nós um pouco impacientes. É preciso dar-lhe tempo, fazer com que ele perceba o que lhe está a dizer e nada como um bom miminho quando o consegue.

Se tiver alguma dúvida, aconselhe-se com o seu veterinário!!!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS!!!!!


A Clínica Veterinária Vale do Sorraia
deseja a todos os seus clientes e amigos
de quatro patas um Santo Natal e um
feliz 2011!!!!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Parasitas intestinais do cão e do gato

Numa época em que os animais de estimação vivem cada vez mais em comunidade com os donos devemos ser cada vez mais cautelosos com as doenças e afecções que os animais possam transmitir ao Homem (zoonoses).

Cães e gatos podem ter diversos tipos de parasitas intestinais, existindo essencialmente dois grupos: Vermes redondos, conhecidos como lombrigas e Vermes achatados, conhecidos como ténias. Alguns são comuns entre cães e gatos; Muitos deles são transmissíveis ao homem.

É importante salientar que na maioria dos casos os cachorros e gatinhos podem já nascer parasitados, por transmissão através da placenta. Podem também ingerir os parasitas do leite da mãe. Por este motivo as cadelas devem também ser bem desparasitadas durante a gestação.




Para além desta via de transmissão, os nossos cães e gatos podem também infestar-se quando cheiram as fezes de outros animais, na água ou alimento, ou quando ao lamberem-se ingerem ovos de parasitas existentes no pêlo. Alguns parasitas podem ainda penetrar através da pele, quer nos animais quer no Homem. Outros animais, como ratos, pássaros e pulgas funcionam também como hospedeiros intermediários, ou seja são portadores e podem transmitir parasitas ao serem ingeridos.

A infestação do Homem ocorre maioritariamente através da ingestão de larvas e ovos de parasitas, quer por contacto directo com os animais, quer por alimentos e ambiente infestados. As crianças têm um risco aumentado pela possibilidade de brincarem em ambientes contaminados ( areais e relvados conspurcados com fezes de cães e gatos), e pelo hábito de levarem tudo à boca, inclusivamente as mãos após fazer festas a animais com a possibilidade destes terem ovos no pêlo.



Os cachorros e gatinhos são infestados por vermes redondos (lombrigas), a infestação pode passar despercebida, sem sintomas mas na generalidade é notório sintomas que podem ir desde o prurido anal “esfregar o rabo pelo chão”, emagrecimento, pêlo com aspecto baço e quebradiço, até situações mais grave implicando vómito, diarreia que pode ser sanguinolenta (fezes escuras), e anemia associada. Grandes infestações podem causar rolhões no intestino e morte do animal por obstrução. Em muitos casos podem mesmo ver-se parasitas nas fezes enrolados, parecendo um cordel.



A desparasitação deve ser encarada como uma prevenção e não um tratamento. É importante iniciar a desparasitação do seu cachorro ou gatinho logo a partir as duas semanas de idade

Os animais mais velhos são também infestados por vermes chatos (ténias), que aparecem como pequenas pevides em volta do ânus. Os sintomas poderão ser semelhantes aos descritos para os cachorros, e um parasitismo intenso pode também levar á morte por causa directa ou pela diminuição das defesas do organismo e possibilidade de outras doenças por vírus ou bactérias.

A prevenção é como sempre o melhor remédio:

- É importante seguir as normas gerais de higiene (lavar as mãos regularmente, eliminar as fezes dos animais, desinfectar regularmente os canis e gatis, lavar bem frutas e legumes, beber àgua de origem segura)

- Elimine as pulgas e todos os parasitas externos regularmente

- Faça uma desparasitação regular e periódica do seu animal, e consulte o seu Veterinário sempre que detectar algum dos sintomas descritos.

O seu Veterinário é o Profissional mais indicado para lhe aconselhar que programa de desparasitação seguir, pois o mesmo pode ser diferente e adaptado a cada caso, em função da espécie (cão ou gato), idade, meio ambiente e numero de animais a viverem em comum

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Gestação e parto

O período de gestação, considerando o intervalo de tempo entre um cruzamento fértil e o parto é de 66 dias (variando entre 64 e 69) nas gatas e de 60 a 70 dias nas cadelas.

A ecografia é um óptimo método de diagnóstico de gestação em cadelas e gatas. Permite visualizar e filmar a presença e batimento cardíaco de cachorros a partir do 23º dia de gestação, e do 20º dia em gatinhos.


O diagnóstico de gestação pode ainda ser efectuado por radiologia (a partir do 40º dia em cadelas e 35º dia em gatas) e por palpação abdominal (menos fiável)

Numa fase de preparação do parto, que pode ter início cerca de 1 semana antes da fase de expulsão dos fetos, as cadelas e gatas podem alterar o seu comportamento. Podem começar a fazer ninho, urinar com maior frequência, geralmente há diminuição da temperatura rectal (pode baixar 1ºC a 24h do parto) e relaxamento vulvar. Podem ainda perder o apetite.

No parto propriamente dito são geralmente definidas 3 fases:
  • Na 1ª fase as futuras mães apresentam-se inquietas e fazem ninho. Apresentam-se ofegantes mas as contracções abdominais e uterinas não são perceptíveis. Dura entre 6 a 12 horas.
  • A 2ª fase caracteriza-se pela saída dos fetos e pode durar entre 2 a 6 horas. As fêmeas podem fazer força intermitente durante várias horas até á saída da 1ª cria. Uma força constante e prolongada não é normal e pode ser motivo para alarme. O período de descanso da mãe entre o nascimento de filhotes pode ser de uma hora, sendo que nesse intervalo de tempo não há contracções.
Por vezes pode demorar 12 a 24 horas entre o nascimento de gatinhos saudáveis, situação que nos canídeos é anormal e preocupante.
  • A 3ª fase caracteriza-se pela saída da placenta, que leva cerca de 5 a 15 minutos após o nascimento de cada cria. A fêmea come geralmente a placenta, corta o cordão umbilical e lambe os filhotes. Este último acto tem grande importância, pois para além de os limpar e estimular, vai estabelecer a ligação mãe-filho.

Caso a mãe não remova a membrana fetal deve ser o dono com os dedos a ter esse cuidado, rasgando-a pela zona das costas do recém nascido. Deve ainda estimular o filhote com uma toalha e colocá-lo ao lado da mãe. Caso o rejeite, deverá esperar que ela se acalme, termine o parto e tentar novamente a aproximação.

terça-feira, 14 de setembro de 2010


Vacina da raiva e microchip




Começou a época de caça! É nesta altura que muitas pessoas vêm revacinar os seus animais.

Para que esteja descansado e o seu cão em conformidade com o que a lei manda, é necessária a vacinação anual anti-rábica e a identificação electrónica ( microchipagem ). Neste artigo abordamos um pouco dos dois temas, com especial incidência na identificação electrónica, por acharmos que o leitor tem mais dúvidas sobre esse assunto.


Em Portugal a raiva está practicamente erradicada, o que se conseguiu através de campanhas de vacinação massiva de cães. A importância da revacinação anual e a razão da obrigatoriedade legal desta vacina a partir dos seis meses, prende-se com o facto de alguns animais selvagens (tipo raposa) poderem padecer desta doença e sobre os quais não há qualquer tipo de controlo.


Em relação ao microchip, neste momento o que vigora em termos de lei, é o DL 313/2003 de 17 de Dezembro, que obriga TODOS os cães nascidos após 1 de Julho de 2008 a terem identificação electrónica.


O microchip é um pequeno sistema cilindrico, do tamanho de um bago de arroz, que contém um código único e inalterável (processado numa base de dados especifica, SICAFE ou SIRA), aplicado dentro de uma seringa especial por via subcutânea. Este pequeno aparelho permanece no animal por toda a sua vida, fornecendo um número de identificação exclusivo que pode ser lido através de um leitor de microchip.É ainda de referir que a aplicação do mesmo é um acto médico e, por conseguinte, só o Médico Veterinário o pode fazer.


A identificação electrónica tem ainda algumas vantagens sobre os métodos tradicionais de identificação. Em relação às coleiras e etiquetas, estas podem ser retiradas ou perdidas. E imagine que o seu animal se perde, se ele tiver um microchip, a pessoa que o encontrar pode dirigir-se a um Centro de identificação ou às autoridades, onde, através de um leitor pode ser verificado o seu número e os dados do proprietário no banco de dados. Se o seu animal for roubado, pode informar a base de dados que, depressa emite um comunicado aos Centros Veterinários e autoridades, de maneira a localizar rapidamente o animal. Se você souber quem o roubou, com o microchip pode prová-lo.


No entanto à que ter em conta duas coisas, o microchip não funciona como um GPS. E tem de estar registado na Junta de Freguesia da sua área de residência, porque eles fazem a ligação com a base de dados, ao não fazer o registo do seu animal, ter microchip ou não é a mesma coisa, portanto não se esqueça de o registar.