sexta-feira, 2 de março de 2012

O COELHO COMO ANIMAL DE ESTIMAÇÃO




Hoje em dia existem cada vez mais pessoas que possuem um coelho em casa como animal de estimação.
Todas as raças de coelhos podem dar um bom animal de companhia.
Os coelhos são animais um pouco nervosos, que precisam de se sentir confiantes para exprimir as suas qualidades. Quando se sentem ameaçados podem tentar fugir ou arranhar com as patas posteriores, são muito territoriais. Os coelhos são animais nocturnos, apesar de grande parte das pessoas não saber, no entanto habituam-se facilmente à rotina diária do dono, alterando os seus períodos de sono, estando sempre prontos para a exploração da casa (são animais muito curiosos).

ALOJAMENTO

Apesar do coelho ter uma gaiola para estar, é importante que o mesmo não esteja sempre fechado e tenha espaço livre para poder saltar e andar livremente.
As jaulas devem ter uma superficie que permita ao coelho movimentar-se bastante bem, recomenda-se que a jaula seja 4 vezes maior que o coelho. O fundo não deve ser em rede, pois existe sempre o risco de eles entalarem os dedos e assim se magoarem nas patas.
No fundo é aconselhável colocar colocar aparas de madeira de faia, feno ou jornais às tiras, que devem ser mudados 2 vezes por semana. Não se deve usar o areão dos gatos, porque o pó que este liberta pode irritar os olhos dos coelhos. Deve colocar-se uma caixa com feno para proporcionar um bom ninho, onde se possam esconder. Também é aconselhável ter à sua disposição uma pedra de madeira e uma de cálcio para roedores, pois os dentes deles estão sempre a crescer, e precisam ser desgastados, isto se não quiser que ele os gaste nos seus móveis :)

ALIMENTAÇÃO

O alimento deve estar sempre à disposição, assim como água fresca.
Nunca se deve mudar subitamente a alimentação, porque qualquer distúrbio que provoque alteração da flora intestinal do coelho pode provocar a sua morte.
É fundamental fornecer feno ou palha (ricos em celulose) para regular o trânsito intestinal.
Existem no mercado boas rações comerciais que podem ser suplementadas com sementes secas ( feno, trigo e aveia), bem como alguma fruta e verduras ( cenouras, bróculos, nabos, couves...). Deve evitar-se a batata, as leguminosas secas como o feijão e o grão e também a alface (essencialmente devido à falta de nutrientes e capacidade diurética).

SAÚDE

Estes tais como os outros animais de estimação, necessitam de ser vacinados e desparasitados de maneira a poderem ter uma vida mais saudável.
Existem 2 doenças virais que se evidenciam como as mais problemáticas para os coelhos. Tanto uma como outra são extremamente contagiosas, sendo a vacinação a única forma de poder protegê-los.
Uma das doenças é a Mixomatose, que é provocada por um vírus, que é transmitido pelos mosquitos, moscas, mordeduras ou contacto directo com um animal doente. Os primeiros sintomas da doença são, uma conjuntivite severa acompanhada por um corrimento cor de leite, uma anorexia profunda e febre elevada.
Alguns animais morrem passadas 48 horas, outros entram num processo de degradação do estado geral e morrem passadas 1-2 semanas. Poucos sobrevivem.

A outra é a doença viral hemorrágica que é talvez a mais contagiosa, e com uma taxa de mortalidade de 90%. Na maioria dos casos os animais são encontrados mortos, a sintomatologia é practicamente inexistente devido à rapidez da evolução. Observa-se por vezes sangue nas narinas.

Se tiver um coelho como animal de companhia, procure o seu Médico Veterinário para saber qual o protocolo vacinal a seguir.

REPRODUÇÃO

Os coelhos atingem a sua maioridade sexual por volta dos 4 meses de idade, por isso se tiver um macho e uma fêmea juntos, não se admire se lhe aparecer uma ninhada :)
Todavia só é conveniente acasalar coelhos a partir dos 6/7 meses.
Eles têm a chamada "ovulação induzida", ou seja, a ovulação pode ser desencadeada a qualquer altura pela simples presença de um macho ou pelo acto de acasalamento em si.
Isto significa que as fêmeas coelho estão sempre aptas a engravidarem.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Clinica Veterinária Vale do Sorraia deseja a todos os seus clientes um bom Carnaval !!!

Adicionar legenda
Donos, cuidado com certos objectos de carnaval e fatos, porque alguns dos amigos de 4 patas gostam de roer e engolir tudo, principalmente os cachorros e gatinhos e podem ter problemas se ingerirem coisas que não devem!
Divirtam-se!!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SAÚDE ORAL DO SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO


A boca pode ser alvo de várias doenças nos animais domésticos com consequências diversas para a saúde do animal.

    Sintomas de doença da cavidade oral em animais domésticos:


-    Odores desagradáveis provenientes da boca;


-    Dor/dificuldade na mastigação;


-    Dificuldade na deglutição;


-    Falta de apetite;


-    Úlceras na mucosa bucal;


-    Alterações de comportamento;


-    Perda de peso;


    -    Perda de sangue pela boca;

 

-    Massas / assimetrias do focinho;

-   Corrimento nasal.

 

 

    PERIODONTITE

 

 




  • É a doença mais comum em animais domésticos afectando 85% dos cães com mais de 3 anos e 80% dos gatos com mais de 5 anos.
  • A periodontite desenvolve-se a partir de da formação de placa dentária. A placa dentária é constituida por restos e comida, bactérias e saliva que se acumulam na margem da gengiva. As bactérias multiplicam-se na placa dentária criando sub-produtos que por sua vez provocam uma resposta inflamatória - Periodontite.
  • Com o tempo ocorre a deposição de sais de cálcio na placa dando origem à formação de tártaro, de consistência dura e que só pode ser removido com ajuda veterinária.
  • À medida que as bactérias e a periodontite progridem, as estruturas que envolvem o dente começam a ser destruidas e o dente perde estabilidade e adquire mobilidade culminando com a sua perda.
  • Além disso algumas bactérias conseguem invadir outros orgãos como o coração e os rins podendo provocar problemas mais sérios.
  • Para interromper este processo é necessário remover o tártaro através de ultra-sons, extrair dentes inviáveis e que sejam alvos de deposição de tártaro e iniciar um programa de profilaxia com o uso de pasta dentifrica regularmente.
  • Os procedimentos médicos dentários necessitam que o animal seja submetido a anestesia geral. Por esta razão, e uma vez que as doenças da boca afectam muitas vezes doentes mais velhos, torna-se importante a realização de uma anestesia segura e vigiada.
  • Os cuidados médicos dentários podem aumentar a qualidade de vida do seu animal e até mesmo prolongá-la.
Como prevenir o aparecimento de doenças dentárias?
 A forma mais simples de prevenir o aparecimento desta doença, é a escovagem diária dos dentes com produtos especificos e adequados.
Com a escovagem diária há uma remoção de alimentos depositados nos dentes, e da placa bacteriana, revertendo assim o processo de aparecimento de gengivites.

Alimente o seu animal com uma ração balanceada, com menor quantidade de carbohidratos e menor densidade ( mais duros), o que irá provovar a remoção mecânica parcial da placa bacteriana. Evite dar-lhe comidas caseiras, doces ou farináceos.
Existem algumas rações com com substâncias que neutralizam o cálcio, o principal mineral responsável pela formação do cálculo dentário (tártaro).

Dê ao seu animal brinquedos bocais, roedores e snacks, brinquedos de borracha rigida e biscoitos fazem a remoção parcial da placa bacteriana, e logo também ajudam.
Visite o seu Médico Veterinário pelos menos 2 vezes por ano, para um exame bocal.

 



Importante:
Muitas vezes a dor e a sensibilidade na cavidade oral faz com que o seu animal pare de comer, mesmo tendo fome.
Conclui-se que aqueles dentes “amarelados” e o “mau hálito” dos nossos animais não são tão inocentes assim.
Na verdade, a doença periodontal é um “mal silencioso”, porque o animal só vai manifestar sintoma quando estiver em estado avançado.


Se iniciar desde tenra idade a higiene oral do seu animal, mais facilmente ele irá habituar-se a esse procedimento, e evitará o aparecimento de problemas orais e na sua saúde.


Como dono responsável do seu animal de estimação é importante que lhe ofereça um tratamento dentário, tanto profissional em veterinários especializados em odontologia veterinária, como em sua casa.



 




 

 

 

domingo, 18 de dezembro de 2011

Óscar

O Óscar Xavier é um cão de raça Boxer com 4 anos.


Entrou na Clinica dia 02 de Dezembro, com o historial de estar a vomitar constantemente à cerca de 2 meses. Vinha num estado muito debilitado, muito magro, desidratado, tendo perdido quase metade do seu peso. Continuava com apetite, mas acabava sempre por vomitar. Foi feito um rx simples, que apresentou um corpo estranho na parte gástrica, em forma de “bola”.
Solução: cirurgia!!
Iniciou-se tratamento com antibiótico, antiflamatório, protectores gástricos e soro. Durante 3 dias estabilizou-se minimamente o seu estado corporal para estar mais forte para a cirurgia, que ia ser sempre de risco. No dia da cirurgia fez-se um rx baritado, no qual se percebeu que o estômago estava enorme, muito dilatado.


O resultado da cirurgia, (uma laparotomia exploratória) foi um pato! O Óscar tinha comido um pato de brincar inteiro, que já tinha sido de borracha e que depois de 2 meses no intestino, mais parecia de madeira, e que permaneceu intacto, e estava a impedir a passagem da comida, daí o vómito e a extrema magreza.


O Óscar encontra-se em franca recuperação, em busca do peso perdido e muito bem disposto. Esperemos que não tenha mais apetites estranhos por patos ou outras coisas :)





sábado, 17 de dezembro de 2011

INFORMAMOS OS NOSSOS ESTIMADOS CLIENTES QUE DIA 24 E 31 DE DEZEMBRO ENCERRAMOS ÀS 13:00 HORAS.
FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO

segunda-feira, 24 de outubro de 2011



Vacinação e desparasitação dos Gatos



Ao contrário do que acontece nos cães, os gatos são muitas vezes vistos como animais que não necessitam de vacinas por andarem dentro de casa. Mas os vírus não andam só na rua e podem
ser trazidos para dentro de casa pelo dono. Ou, como acontece muito no campo ou
em meios mais pequenos, em que os gatos andam quase só na rua, as pessoas acham
que não precisam de vacinas nem desparasitação. Isto é uma ideia que está completamente errada.
Existem várias doenças que podem ser fatais para os gatos, mas felizmente a maior parte delas pode ser prevenida pela vacinação. A vacinação dos gatos deve ser iniciada às 8 semanas, mas cabe ao veterinário elaborar um plano de vacinação adequado ao animal. As doenças virais contra as quais o seu gato pode ser protegido são: a Coriza, a Panleucopénia, a Raiva e a Leucemia Felina (FeLV). A FeLV deve ser despistada antes da administração da vacina.
Para os gatos que frequentam a rua ou que estejam em contacto com gatos que possam andar na rua, pode e deve ser feita a vacina para a leucemia felina. A leucemia felina é uma doença fatal que é apenas transmitida por contacto com outros gatos, principalmente quando andam em lutas.

Coriza: Calicivirus felina, Rinotraquíte felina
A Coriza, mais conhecida como a gripe dos gatos, é uma infecção no aparelho respiratório. Entre os agentes causadores desta doença encontramos o Calicivirus felino e o Rinotraquíte felino. Os sintomas de uma coriza nos gatos são semelhantes aos de um humano engripado: os gatos infectados apresentam febre e corrimento ocular e nasal. Falta de apetite e apatia são também comuns. O vírus transmite-se através da saliva ou lágrimas, espirros ou tosse ou através da partilha de recipientes de água e comida entre gatos. As doenças do foro respiratório podem ser relativamente fáceis de tratar, sendo a Rinotraquite felina a mais complicada de todas. Se não tratadas podem dar origem a uma pneumonia ou até cegueira.

Panleucopenia – Gastroenterite
O Tifo felino é uma doença viral, muito parecido com a parvovirose canina, também apelidado de Laringoenterite contagiosa ou Agranulocitose infecciosa. É especialmente preocupante em gatos
com menos de um ano, nos quais a doença é frequente. O vírus é altamente resistente e é transmitido via aérea ou contacto directo com fezes de um animal infectado. Os sintomas mais frequentes são perda de apetite, diarreia, corrimento, letargia, vómitos, febre, entre outros. O animal pode ficar desidratado e se não for tratada pode levar à morte. Se acompanhada pelo veterinário desde cedo, a infecção pode ser curada com recurso a medicamentos.

Leucemia (FeLV)
A leucose felina é provocada por um vírus e é a doença mais mortal nos gatos. Este vírus provoca tumores malignos e/ou enfraquece o sistema imunitário dos gatos. Os animais infectados podem não evidenciar sintomas durante dois anos, o que quer dizer que os gatos com FeLV podem aparentar ser saudáveis durante muito tempo e contaminar nesse período gatos sãos. A manifestação desta doença inclui febre, letargia e falta de apetite. O vírus está presente nas secreções dos animais - saliva, lágrimas, urina e fezes - e é transmitido por contacto directo. A única forma de prevenção é a vacina e não existem formas de tratamento. A maioria dos gatos resiste apenas durante dois a três anos depois de ter sido infectado. Antes de dar a vacina ao gato, o veterinário deve testar se o animal não está infectado com esta doença, caso esteja, já não toma a vacina.


Existe uma outra doença para a qual ainda não há vacina. A FIVSida dos gatos, o vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) é uma das doenças mais mortais nos gatos. Afecta exclusivamente os felinos, ou seja não é transmitida aos humanos ou outros animais de estimação, mas actua de forma idêntica à estirpe humana, o HIV. A forma mais comum de transmissão do vírus é através de dentadas, em que a saliva entra em contacto com o sangue. As mães infectadas podem transmitir a doença aos filhos, mas a transmissão depende da carga viral da mãe durante a gravidez. O FIV desenvolve-se por fases e durante grande parte do tempo, o gato não manifesta sintomas de qualquer infecção. Numa primeira fase, o gato pode manifestar febre sem razão aparente, mas pode também não evidenciar qualquer sintoma. Numa segunda fase, o número de
linfócitos começa a diminuir, mas o gato permanece assintomático. Os gatos aparentam assim estar saudáveis. Nestes estados, podem contudo transmitir a doença a outros felinos. A terceira fase está associada ao aparecimento dos primeiros sintomas, em que o gato pode perder peso e alterar o seu padrão de comportamentos. Geralmente a primeira fase manifesta-se alguns meses após a infecção e dura sensivelmente dois meses. As outras fases podem durar meses ou anos. Na quarta fase os sintomas começam então a manifestar-se de forma mais recorrente. Com a destruição das células de defesa, os gatos ficam vulneráveis perante os vírus, incluindo os mais fracos, tais como os responsáveis por uma simples constipação. Os sintomas do FIV começam então a manifestar-se através da ocorrência frequente de infecções, algumas até pouco usuais, que em estado saudável seriam facilmente combatidas pelo gato: gengivites, estomatites, otites, infecções respiratórias, etc.


Prevenção
Como a FIV está associada a lutas entre gatos, onde são trocadas dentadas e abertas feridas, a castração do animal reduz o risco de contágio porque atenua a vontade de os gatos irem ter com fêmeas em cio e por isso o gato terá menos vontade de ir ao exterior.

É portanto importante pensar em testar e proteger o seu animal de companhia, o mais cedo possível, desde a sua idade mais jovem.


Desparasitação interna e externa
Os animais mais jovens devem ser desparasitados a partir das seis semanas de vida, de 15 em 15
dias, até aos três meses: alguns já nascem com parasitas (transmitidos pela mãe) e outros adquirem-nos através do leite materno. Tal como os cães, eles podem ter dois tipos de parasitas intestinais, nemátodos (lombrigas) e céstodos (ténias).
A desparasitação de um gato adulto deverá ser de de 3 em 3 meses, preferencialmente.
A saúde do animal passa também por prevenir as infestaçõescom pulgas, carraças e outros parasitas externos. As coleiras insecticidas, soluções para unção, sprays, pós e pipetas para aplicar na pele (spot-on) são algumas das alternativas disponíveis para cães e gatos, oferecendo protecção por períodos variáveis consoante o produto.

PROTEGER TODA A FAMÍLIA

Desparasitar os animais é o primeiro passo para os proteger e, com eles, toda a família. Mas há outros cuidados necessários para prevenir uma infestação em casa ou uma zoonose:

- leve o animal ao veterinário com
regularidade, cumprindo os esquemas de desparasitação e vacinação;
- alimente o animal apenas com
alimentos cozinhados ou com alimentação específica – nunca dar carne crua;
- limpe com frequência o espaço
reservado ao animal, no caso dos gatos, mude diariamente o caixote de areia;
- minimize a exposição de
crianças, grávidas, idosos e imunodeprimidos a ambientes potencialmente
contaminados por fezes de animais;
- lave as mãos após contactar com
o animal;
- use luvas na limpeza do seu
habitat;
- mantenha uma boa higiene
pessoal, do animal e da casa




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Otites



Otites

Quando se diagnostica uma otite significa que o seu animal apresenta uma inflamação do ouvido, que pode ser unilateral (só de um) ou bilateral (dos 2 ouvidos).
  • Como hei-de saber se o meu animal tem uma otite?

Aqui ficam alguns sinais aos quais deverá ficar atento:

  1. Coça ou esfrega o ouvido no chão
  2. Abana a cabeça ou pende-a para um dos lados
  3. Chora ou tenta morder quando tentamos acariciá-lo perto da orelha
  4. Presença de um cheiro desagradável nos ouvidos
  5. Excesso de cera

As otites mais profundas, denominadas otites internas, podem afectar o equilibrio do animal que começa a andar com a cabeça pendente para o lado do ouvido afectado.

Tipos de otites:

  • Infecciosa: causada por bactérias e, geralmente acompanhada de pús. Por vezes é de dificil tratamento, tornando-se necessária a realização de exames laboratoriais para identificar o agente responsável e determinar o antibiótico de eleição. Se estas otites forem mal curadas têem grande probabilidade de recidivar ou seja aparecer de novo, desenvolvendo quadros crónicos.
  • Parasitária: causada por ácaros. Muito comum em gatos e cachorros. Presença de cerúmen muito escuro. Confirma-se por observação dos ácaros ao microscópio.
  • Fúngica: causada por fungos.

Animais com maior predisposição para sofrerem otites:

  1. Raças que tenham orelhas longas e caídas. Não permitem circulação do ar, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de microorganismos.
  2. Raças que tenham muitos pêlos no canal auditivo. Os pêlos formam um tampão e impedem a entrada e saída de cera.
  3. Animais que tomem muitos banhos. A humidade sempre presente nos ouvidos é um excelente meio de desenvolvimento bacteriano e fúngico.
  4. Raças mais afectadas: caniches, cocker spaniel, cocker americano, labrador, epagneul breton, etc....

Como prevenir o aparecimento de otites:

  1. Redução do número de banhos ( 1 por mês no máximo), sempre com o cuidado de não colocar água para dentro dos ouvidos.
  2. Limpeza dos ouvidos com frequência ( 1 vez por semana) com produtos específicos para o efeito (sempre com o conselho do seu Médico Veterinário).
  3. Retirar o excesso de pêlos da entrada do ouvido, com os dedos, fazendo uma espécie de pinça, nunca use outros objectos, com o risco de poder provocar lesões internas.

Não pratique a automedicação. existem vários produtos no mercado, cada um diferente e com uma acção específica para a otite em questão.

Só o seu Médico Veterinário poderá aconselhar o mais adequado para cada caso. Por vezes o uso abusivo de fármacos leva ao agravamento de otites que deveriam ter sido tratadas logo no incio com o produto certo.